Voltei!

Adriana Ferreira

Depois de um período sabático, esta colunista sentiu saudades deste espaço e tudo que ele representa e felizmente contamos com a compreensão da direção do Jornal e cá estamos de volta. Nem preciso dizer que estava com saudades.  O período coincidiu com o prazo restante para os 100 primeiros dias do Governo Gleidson Azevedo (PSC)  e também de Eduardo Print Júnior (PSDB) como presidente da Câmara Municipal de Divinópolis. 

Irmão de Cleitinho

Quando tomou posse e foi logo aparecendo em um vídeo capinando uma via, houve quem aplaudisse e também quem achasse por demais apelativo. Dentre os que acharam absurdo, esta colunista entendendo  que alguém deveria avisar ao alcaide que não estava em campanha e sim eleito para governar uma cidade de 238 mil habitantes que é a cidade polo da macrorregião que no total abrange mais de um milhão de habitantes. Houve outras situações em que a impressão passada é que os eleitores haviam cometido um erro tremendo em eleger o irmão do Cleitinho. Aliás, nos primeiros 45 dias foi chamado até de ditador. Embora tenha formado uma equipe de caráter puramente técnico, a impressão que se dava é que era uma Torre de Babel. E não era para ser diferente, afinal não foi formada por apadrinhamento.  E, por isso, pareciam todos perdidos, inclusive a sempre centrada vice-prefeita Janete Aparecida de Oliveira.

Gleidson Azevedo

Depois deste primeiro momento, percebe-se que o governo começa a criar identidade.  Já não é mais o irmão do Cleitinho! Este, aliás, tem se mantido afastado e está certo, pois os  poderes são independentes. É o prefeito Gleidson Azevedo,  mais ciente de seu compromisso,  focado nas exigências do cargo, sabendo o que cobrar e de quem cobrar, visando cumprir sua principal promessa de campanha: “Fazer o que os outros não fizeram” . O alcaide e sua equipe passam a falar a mesma língua, é possível sentir o amadurecimento  e os resultados são positivos, mesmo enfrentando uma pandemia.

Eduardo Print Júnior

Em meados do ano passado,  o meio político dava-se como certo que seria vice de Galileu, mas o bom senso o fez ver que seu lugar ainda é no Legislativo. Reeleito vereador, candidatou-se à Presidência da Câmara Municipal e ganhou. Nesses 100 primeiros dias de gestão, priorizou corte de gastos e mais visibilidade das ações através das redes sociais. Se antes o cidadão acompanhava somente as reuniões ordinárias, hoje é possível acompanhar as reuniões das comissões e várias outras ações da Casa. E mais,  tanto o prefeito, quanto o presidente da Câmara conhecem e exercitam a separação dos poderes como deve ser em uma democracia. 

Coronavírus

Tem gente que parece não acreditar na gravidade da situação. Não adianta culpar o prefeito, o governador, o presidente, a China. Esta última pode até ter criado o letal vírus, segundo teorias da conspiração, mas quem o está fortalecendo não é o dito país asiático. É você, sou eu, somos nós. A onda de branca foi para verde, de verde para amarela, de amarela para vermelha, de vermelha para roxa por culpa nossa que sempre damos um jeito de quebrar as regras. Ressalte-se que a onda roxa nem existia porque não se imaginava que a vermelha não daria conta de frear nosso descompromisso. Será preciso se criar a onda preta?  Quem de nossas relações precisa morrer para que enxerguemos que a situação é grave e a culpa é nossa, de mais ninguém?  A vacina pouco adiantará se não mudarmos de atitude. Não adianta a ciência se não temos consciência. 

Combate ao coronavírus

Parabéns aos profissionais envolvidos na luta contra a covid-19. Vocês são nossos heróis sem capa. 

FHC

Não é o ex-presidente do país e sim o assessor especial do prefeito. Escolha acertada com o advogado Fernando Henrique da Costa. Ele é daquelas pessoas que você conhece e já vai logo confiando e não se decepciona. Um advogado jovem e comprometido, que sempre honrou a advocacia e estreme de dúvida honrará o cargo público. Palmas!

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