Vítima de sequestro no Icaraí pensou que fosse morrer

Homem foi raptado por agiotas que cobravam dívida; dez suspeitos foram presos

Bruno Bueno

Um crime de cinema chocou os divinopolitanos nesta semana. Um homem de 32 anos foi sequestrado na tarde da última quarta-feira, 29, no bairro Icaraí. Segundo informações da Polícia Militar (PM), dez suspeitos de envolvimento no crime foram presos. O motivo do sequestro teria sido uma dívida de agiotagem.

Um dos responsáveis pela assessoria de comunicação da 7ª Região da Polícia Militar (7ª RPM), tenente Rodolfo Andrade Ferreira, que participou da operação, informou que a vítima do sequestro achou que iria morrer.

 

O crime

À reportagem, Rodolfo deu mais detalhes sobre o crime e a abordagem da Polícia Militar.

— Nós recebemos informações, através do 190, de que um sequestro teria acabado de ocorrer no Centro da cidade. As guarnições se deslocaram até o local e encontraram a esposa da vítima. Ela nos relatou que seu marido devia a agiotas da cidade e que teria sido sequestrado por seis homens. Eles estavam em um carro de cor branca e uma moto — informou.

O policial também explicou como foi realizado o rastreamento pelo veículo e o resgate do homem. Segundo o tenente, a vítima conseguiu enviar mensagens para a esposa informando onde estava.

— A partir deste momento, nós iniciamos o rastreamento. A vítima, no veículo, conseguiu mandar mensagens para a esposa. Ela foi nos repassando as coordenadas e, no bairro Icaraí, conseguimos parar o veículo. Nós libertamos a vítima. Quando ela saiu, nos contou que achava que iria morrer, porque os seis sequestradores o ameaçavam a todo momento se ele não pagasse a dívida — disse.

 

Prisão

Conforme o policial, outros quatro suspeitos de envolvimento no crime foram presos em outra loja no Centro, localizada na rua Bahia. 

— A vítima também nos relatou que os outros agiotas estavam em uma outra loja no Centro da cidade. As equipes policiais se deslocaram e, no local, conseguimos prender quatro pessoas: dois donos e dois funcionários. Eles estavam monitorando a presença e a chegada das viaturas de dentro da loja — explicou.

Com os suspeitos, conforme Rodolfo, drogas, dinheiros, munições e revólver foram apreendidos.

— Conseguiram esconder uma  bolsa contendo um revólver, munições, drogas e uma balança de precisão. Além disso, R$ 14.500 foram apreendidos. Nós deslocamos para a Delegacia Civil, onde entregamos os materiais e os suspeitos — explicou.




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