Visita de vice a vereador vira caso de polícia

Print registra ocorrência contra Rinaldo por calúnia e difamação

Maria Tereza Oliveira

Que Eduardo Print Jr. (SD) não gostou das declarações do vice-prefeito Rinaldo Valério a seu respeito isso é fato. Mas no novo capítulo do desentendimento, o assunto foi parar na justiça. Isso porque Print registrou ocorrência, na terça-feira, 17, por calúnia e difamação. A história começou na véspera da votação das três denúncias de infração político-administrativa contra o prefeito Galileu Machado (MDB), apuradas pela Comissão Processante (CP). Eduardo foi o presidente da CP e recebeu a visita do vice, horas antes da votação. A tentativa de aproximação de Valério a alguns vereadores levantou suspeitas sobre uma traição.

Com o intuito de se defender, mais de uma semana após o escândalo estourar, Rinaldo acusou Print de armar contra ele, para conseguir ser o vice de Galileu no próximo pleito.

À reportagem, Print disse que de verdade nas declarações de Rinaldo há apenas a visita dele.

Caso de polícia

Eduardo Print levou o assunto para frente ao entrar com representações por calúnia e difamação contra Rinaldo.

Print chegou a dizer que disponibilizaria as imagens do circuito de segurança e também o celular para a polícia. No boletim, ele informou que também tornará públicos à imprensa os vídeos da noite anterior à votação do impeachment.

Trama?

Ao Agora, na terça-feira, o vice-prefeito disse ter ficado surpreso com a repercussão que a visita ganhou.

— Depois vi que até a imprensa tinha sido comunicada. Isso me leva a pensar que, como eu não estava fazendo nada demais e ainda assim fui taxado como traidor do prefeito, o vereador Eduardo Print Jr. tem interesse de ser vice na chapa com o Galileu. Então ele armou para ficar ruim para mim e ele ocupar este espaço — acusou.

Rinaldo afirmou que o suposto plano deu errado, pois ele não fez negociações.

— Ainda assim, a repercussão foi ruim porque alguns meios de comunicação disseram que eu fui trair o prefeito Galileu — lamentou.

Tribuna

Como era esperado, o vereador não gostou nem um pouco das alegações do vice-prefeito. No uso da fala, no mesmo dia da entrevista de Valério, Eduardo negou ter participado de qualquer armação e desafiou Rinaldo a provar isso.

— Acusação grave que mostra um desespero tão grande da parte do vice-prefeito que chega a dar pena. E ele terá que provar isso, porque é uma acusação caluniosa e que fere minha imagem. Armação é uma coisa que eu não faço e nunca farei, porque não é do meu caráter. E tenho imagens que provam exatamente o contrário do que ele disse. Imagens de articulações na porta da minha casa, conversas nos corredores e até uma "minifesta" na porta do meu prédio por parte dos assessores que o levaram até a minha casa. Minha índole nunca esteve em xeque, ao contrário da do vice-prefeito — cutucou.

Consequências

A situação complicou a vida do vice-prefeito. Além das três exonerações de pessoas ligadas a ele na Prefeitura – secretário de Esportes e Juventude (Semej), Everton Dutra, e seus assessores, Olinto Guimarães Neto e Marta Helena Tavares –, Rinaldo agora terá de responder pelos crimes denunciados por Print.

Mas não para por aí. O caso também deverá ter repercussão no Ministério Público (MP). Isso porque Eduardo alegou que irá protocolar representação contra o vice-prefeito por ele não aparecer há seis meses na Prefeitura.

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