Visita ao Santuário Nacional

Augusto Fidelis

No último fim de semana, como faço anualmente, fui à cidade de Aparecida visitar o Santuário Nacional, fazer agradecimentos a Deus e renovar ou apresentar ao Altíssimo novos pedidos, por intercessão da Santíssima Virgem, pois foi ela quem disse: “O Senhor fez em mim maravilha, Santo é o seu nome”.

Faço parte, como sempre, da romaria da senhora Neuza Ribeiro, do bairro Porto Velho, que cumpre essa jornada juntamente com os seus familiares, além de uma seleção de romeiros comprometidos com o que se propõe, isto é, ir a Aparecida para louvar a Deus, pagar promessas ou simplesmente sentir o clima maternal próprio do lugar. No entanto, como ninguém é de ferro, as compras são também inevitáveis. Aliás, são tantas as novidades...

No sábado, a romaria chegou a Aparecida por volta das 5h. Uma vez acomodado no hotel, aguardei o momento mais oportuno de sair. Assisti à missa das 8h, com a igreja já abarrotada. Após o ato religioso, da mesma forma que os milhares de peregrinos presentes naquele momento, dirigi-me à rampa que leva ao nicho da Padroeira.

Lá estava a pequena imagem a atrair as multidões, como faz há 302 anos. Ao passar em frente, senti a sensação do poeta que canta: “Como não sei rezar, só queria mostrar o meu olhar, Senhora de Aparecida”. A caminhada é lenta porque, mesmo os que já estiveram ali noutra ocasião, não perdem a oportunidade de fazer mais uma foto, guardar mais uma lembrança.

Infelizmente, como neste mundo nada é perfeito, ao final de cada missa, os padres advertem: “Cuidado com as crianças, cuidado com as carteiras e bolsas, nem todos são devotos de Nossa Senhora”. Não sem razão: à medida que aumentava o fluxo de pessoas, os alto-falantes também intensificavam o anúncio de pessoas perdidas à procura dos seus pares ou os pares à procura dos perdidos. Na verdade, os pais não podem soltar a mão das crianças pequenas, porque é gente demais num lugar imensamente amplo.

No subsolo da Basílica, entre as tantas coisas que lá se localizam, está a Casa do Pão, onde se pode comprar brioche, a maior delícia. A Sala das Promessas é uma atração à parte, com dezenas de milhares de objetos deixados pelos devotos, em agradecimento às graças alcançadas. É obrigatória a visita ao museu que fica na Torre Brasília, onde estão expostas as joias da Rainha do Brasil, doadas pelos fiéis, inclusive as rosas de ouro, presentes dos papas.

No entanto, como o melhor de toda viagem é a oportunidade de voltar para casa, aqui estou, bem como todos os outros da companhia, são e salvos. Graças a Deus!

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