Vice-prefeito sugere que cidades paguem para retirar lixo hospitalar de galpão

Ricardo Welbert

O vice-prefeito de Divinópolis, Rinaldo Valério (PV), representou o Executivo na audiência pública realizada na Câmara na noite desta segunda-feira, 30, para discutir o problema dos 350 metros cúbicos de lixo hospitalar armazenados de forma irregular em um galpão no Centro Industrial há cinco anos. Segundo ele, as dezenas de cidades que produziram material poderiam pagar a conta da remoção.

— Se temos várias cidades envolvidas, que a conta seja dividida percapta com cada uma dela. O lixo foram elas que produziram. Elas são os responsáveis pelo final desse lixo. Não tem lixo de Divinópolis ali. Eu não sei o que esse lixo está fazendo na nossa cidade, mas recebemos essa herança maldida — disse, referindo-se ao fato de o problema ter começado durante a gestão do então prefeito Vladimir Azevedo (PSDB).

Em resposta a afirmações feitas durante a audiência pública sobre a possível responsabilidade da atual gestão da Prefeitura no caso, Valério afirmou que a questão não é tão fácil como parece.

— Estamos diante de um problema muito sério. Um problema de 2013, quando já estava sendo contaminado o lençol freático da cidade, o que continua ocorrendo desde então. Nenhuma medida foi tomada para o meio ambiente e para a saúde dos nossos munícipes. [...] Temos que nos renir com toda a assessoria jurídica da Preifeitura e todos os órgãos ambientais e de fiscalização para saber em um processo que está sub judice. Temos que esperar um parecer do Judiciário. [...] Se resolvermos tirar o lixo de lá amanhã, não poderemos, porque está sub judice. Temos que ser realistas — finalizou.

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