Vergonha

O secretário de Assistência Social, Juliano Prado, filho da secretária de Educação, Vera Prado, recebeu há um ano em torno de R$ 200 mil em emendas parlamentares do deputado federal Domingos Sávio (PSDB) para a instituição filantrópica “Obras Assistenciais São Vicente de Paula”. A referida verba, ínfima para o senhor secretário, vez que sequer percebeu a sua existência, traria condições mais dignas para aqueles que não tiveram a sorte do secretário, que nasceu em berço esplêndido. Domingos Sávio fez a parte mais difícil e coube a Juliano Prado a mais fácil. É como se Domingos tivesse construído a casa, deixasse a porta apenas cerrada e coubesse ao Juliano, única e exclusivamente, a função empurrá-la e entrar. Desprezo ou lerdeza? Não fez essa lição como sua sempre atenta mãe. Será que seu salário também está esquecido? E mais: quais foram os critérios utilizados para a seleção do senhor secretário? O povo quer saber!  Eu vejo como mais uma culpa in eligendo – erro na escolha – do prefeito Galileu Machado (MDB). Aliás, Galileu raramente acerta em suas nomeações.

Pagar o marreco

Li no Agora de ontem que a denúncia contra Galileu no caso relacionado ao Marcelo Marreco foi aceita. Os demais envolvidos fizeram transação penal, pagando cestas básicas. Galileu até que tentou transacionar, mas, devido aos antecedentes, não foi aceita. Já disse, repito e reafirmo: Galileu responde a processos cíveis e criminais na condição por culpa in eligendo, nunca por conduta comissiva. Está sempre pagando o pato por não saber nomear e dessa vez pagará até o marreco. Quem sabe agora ele aprende.

Juninho Chumbreca

Enquanto o Estrela do Oeste Clube, que nasceu de um “sonho de meninos descalços”, respira com a ajuda de aparelhos, o Divinópolis Clube se agiganta. Na brilhante administração de Chumbreca, a cada mergulho em suas belas piscinas, algo é apresentado como resultado da boa gestão: parqueamento aquático, salão de festas, shows com cantores e bandas de renome internacional. As benfeitorias não param! Imagine esse homem na Prefeitura... Esse sabe cuidar da coisa pública! Já tenho candidato a prefeito para 2020: Juninho Chumbreca. Esse sabe! Esse faz!

I cry for you, Argentina (sic)

Sobre as eleições argentinas, transcrevo o desabafo da brasileira Tagiane Trojhan, que vive em Buenos Aires:

“Tenho 42 anos, sou brasileira, gaúcha, de Uruguaiana, fronteira com a Argentina, advogada no Brasil e em processo de revalidação de diploma aqui. Casada com um argentino, engenheiro químico da aduana argentina há 26 anos. Ambos estamos muito preocupados com o futuro da Argentina, o único país que decaiu do primeiro para o terceiro mundo e não o admite. A responsabilidade do que está acontecendo é de todos os argentinos. Os políticos são uma amostra da população. A maioria dos hermanos não tem curso superior – mesmo com educação superior pública, gratuita, de qualidade e sem vestibular – gasta mais do que ganha, vê o trabalho como um castigo. Há famílias que estão na terceira geração sem trabalhar, vivendo de planos sociais, reclamam, reclamam, reclamam e esperam, esperam, esperam... que alguém, num passe de mágica, resolva todos os seus problemas, uma infantilidade chocante...”.

Transgênero

Semana passada, através de amigos, conheci uma pessoa transgênero feminino. Ela me fez algumas perguntas sobre a mudança na Certidão de Nascimento. Eu sugeri que não mude para feminino e já fui logo taxada de homofóbica. Aí eu expliquei: primeiros socorros para homem e para mulher são diferentes em muitos casos. Na Inglaterra, uma pessoa passou mal e foi levada para o pronto- socorro. Lá, apresentou os documentos e constava “sexo masculino”, e ao se qualificar para o preenchimento da ficha, informou que era homem. Então, a primeira coisa a ser descartada foi provável gravidez. Na verdade, era um transgênero masculino em trabalho de parto. Perdeu o bebê e poderia ter perdido a própria vida. Se nos documentos estivesse escrito: “transgênero masculino”, a equipe de emergência/urgência saberia que uma provável gravidez tinha de ser considerada. Então, é errado alterar os documentos mudando o sexo biológico. O correto é constar “transgênero masculino ou feminino”. Lembre-se: igualdade não é equidade.

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