Vereadores vão a BH para tratar da UPA e voltam sem resposta

 

 

Rafael Camargos 

Descaso. Este substantivo define bem a atual situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Além da superlotação, dos atrasos de salários e medicamentos, ainda existe um déficit nos repasses do Estado. E para tentar resolver a situação, dez vereadores formaram uma comitiva e foram a Cidade Administrativa, ontem, em Belo Horizonte. O objetivo foi se reunir com o secretariado do governador Fernando Pimentel (PT) para definir a respeito dos repasses necessários na ordem de R$ 10 milhões para pagar os débitos existentes com a unidade de saúde.

A comitiva encabeçada pela vereadora Janete Aparecida (PSD) e pelo presidente da Comissão de Saúde, Renato Ferreira (PSDB) na última terça-feira, 3 , contou com o apoio dos colegas Eduardo Print Jr (SDD), Sargento Elton (PEN), Edson Sousa (PMDB), Zé Luiz da Farmácia (PMN), Raimundo Nonato (PDT), Ademir Silva (PSD), Nêgo do Buriti (PEN) e Cleitinho Azevedo (PPS).

Eles que esperam ser recebido pelo menos pelo secretário-adjunto de Saúde,  conversaram apenas com o assessor da Subsecretaria de Assuntos Municipais da Segov, Carlos Costa. Ele garantiu que a reivindicação seria repassada para o governador Fernando Pimentel, e até as 18h, mas até o fechamento desta página, por volta das 19h30, Renato Ferreira não havia recebido nenhum contado por parte do governo.

Trama 

Durante a reunião da Câmara, na última terça-feira,  Renato Ferreira apresentou relatório que aponta para uma possível intervenção ética que pode resultar na interrupção das atividades da UPA, caso o Município não receba até amanhã, R$ 10 milhões de um montante de R$ 40 milhões que o Estado deve. Somente para a UPA o valor da dívida é 13 parcelas de R$ 125 mil.

Ministério Público 

Na última quinta-feira, 28, o diretor clínico da unidade, Rodolfo Monteiro Barbosa, denunciou ao Ministério Público (MP) e ao Conselho Regional de Medicina (CRM) alguns fatos graves que vem ocorrendo há pelo menos dois meses na unidade de saúde.

Em carta encaminhada as autoridades na última semana, o diretor relatou falta de materiais básicos na unidade e também de pagamentos aos médicos.

 

 

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