Vereadores, esta conta não vai fechar - I

 

Vereadores apoiam aumento para servidores municipais e negam aumento de receita para o prefeito Galileu Machado (MDB). A situação política e administrativa do governo Galileu não está nada fácil. Na Câmara Municipal, sua base de sustentação não foi capaz de garantir aumento de receita para a Prefeitura, aprovando o projeto que aumentava o valor do IPTU, mas se posiciona favorável ao aumento do salário dos servidores municipais. Hoje, em Divinópolis o orçamento municipal é praticamente gasto com a saúde, educação, salários e direitos sociais dos servidores municipais. Em reunião com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste de Minas Gerais (Sintram) e com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemd) na sexta-feira, 16, Galileu Machado confirmou reajuste imediato de 3,94% para os servidores municipais, baseado no índice da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead). Mas a Prefeitura de Divinópolis tem escalonado os salários desde o início de 2018 e o que é pior: em meses que historicamente os cofres da prefeitura estão cheios, em função do recebimento do IPTU e IPVA. Então, tudo leva a crer que esta conta não vai fechar no final do mês.

 Prefeito Galileu novamente culpa vereadores

 Quando o projeto do Executivo propondo a revisão da planta genérica de valores do IPTU chegou à Câmara Municipal, até os vereadores da base governamental se posicionaram contra. O prefeito se mostrou surpreso e declarou: “Toda hora chega um vereador lá pedindo coisas. Esse reajuste do IPTU é para atender eles”. Mas o projeto não foi aprovado. E agora, quando Galileu confirmou reajuste imediato de apenas 3,94% para os servidores municipais, ele novamente “entrega os edis” ao explicar para a categoria que a rejeição do projeto de lei, por parte da Câmara, que previa o reajuste da planta imobiliária de valores, impediu um reajuste maior. E não parou aí. Em nota, explicou que o reajuste no vale-alimentação pleiteado, que se pretende de R$ 15, neste momento, mostra-se financeiramente impossível e só será viável se for “aprovados pela Câmara Municipal importantes projetos de reestruturação administrativa. A revisão da planta genérica de valores imobiliários e a recuperação de tributos incluídos em política de desoneração fiscal atualmente se mostram visivelmente faltantes para a construção de um projeto de valorização do quadro de servidores”, conforme diz a nota oficial. Em outras palavras: reajuste no vale-alimentação pleiteado pelos servidores, que se pretende de R$ 15, só depende dos vereadores.

 R$ 1 milhão prometido para a UPA pelo deputado Fábio Avelar não chegou

 No dia 27 de novembro de 2017, alguns vereadores de Divinópolis, acompanhados pelo deputado estadual Fábio Avelar (Avante), reuniram-se com o secretário de Estado de Saúde, Sávio Sousa Cruz. Na pauta, estava o Hospital Público Regional e o atraso no repasse da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis.

 Como o secretário, na reunião, deixou claro que o Estado não tinha dinheiro nem para pagar o custeio mensal da UPA, para liberar R$ 1 milhão houve uma manobra boa. O deputado Fábio Avelar, que articulou a reunião, cedeu a emenda de R$ 1 milhão autorizada pelo Estado a ele para serem quitadas parcelas em atraso. Traduzindo: ao invés de o Estado liberar os recursos para outra finalidade indicada pelo parlamentar, o dinheiro deveria ser usado para pagar cerca de oito parcelas do total em atrasos à UPA. Mas até hoje o dinheiro não chegou.

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