Vereadores criticam transporte coletivo e onda roxa durante reunião da câmara

Parlamentares também discutiram sobre o hospital regional

Bruno Bueno

Sem projetos em pauta, a 13º Reunião Ordinária, ocorrida na tarde desta terça, 16, foi marcada pelo pronunciamento dos vereadores na tribuna livre. Entre as falas, destacam-se as duras críticas dos parlamentares em direção ao transporte coletivo da cidade e o decreto da onda roxa.

Transporte coletivo

O vereador Hilton de Aguiar (MDB) foi um dos primeiros que criticou a Transoeste, empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade.

— Os ônibus estão superlotados. As pessoas saem de madrugada para trabalhar e as frotas estão sempre cheias. É muito difícil, o povo não merece passar por isso — afirmou.

Ademir da Silva (MDB) disse que o problema do transporte coletivo na cidade é culpa das administrações passadas.

— O ex-prefeito Galileu assinou um decreto, em 1992, dando 10 anos para a empresa concessionária explorar nosso transporte coletivo. Em 2011, o também ex-prefeito Vladimir Azevedo mudou essa lei para 15 anos de concessão. Se ele não tivesse feito isso, esse ano já estaríamos livres dessa empresa — disse.

O parlamentar Eduardo Azevedo (PSC) fez duras críticas ao diretor do Consórcio Transoeste, Felipe Carvalho. 

— Chegou pra gente uma informação da forma que você trata seus funcionários, principalmente aqueles que ficam próximos a câmara. Ficam ali de 08h às 18h, sem água e sem banheiro. Quando necessitam, tem que vir até esta casa. O senhor não se coloca no lugar das pessoas, vamos encaminhar essa denúncia para o Ministério do Trabalho — afirmou.

Onda roxa

O decreto 14.263/2021, que classificou Divinópolis na onda roxa do programa Minas Consciente, também foi motivo de crítica dos vereadores. O parlamentar Ney Burguer (PSB) foi um dos primeiros a comentar sobre o assunto.

— O comerciante não aguenta mais. A culpa não é deles, mas sim dessas festas clandestinas. Nós temos que acabar com isso, estamos correndo atrás disso. Quem viu o pessoal na barragem esse fim de semana sabe do que eu estou falando— afirmou.

Flávio Marra (Patriota) também deu sua opinião sobre o lockdown.

— O clima é de enterro. E não só pelo covid, mas sim pelos comerciantes. Vai ser um assassinato em massa se eles não voltarem a trabalhar. É muito fácil decretar lockdown e jogar a culpa em cima deles. É hora da gente ter equilíbrio e chegar em um consenso — disse.

Hospital regional

Por fim, os parlamentares também discutiram sobre as obras do hospital regional e a aquisição de novos leitos para a cidade. Conforme apurou com exclusividade o Agora, o centro de Saúde receberá de 40 a 60 novos leitos.

A vereadora Lohanna França (CDN) falou sobre o assunto. 

— Tem duas áreas que estão em boas condições de uso. O bloco cirúrgico e a UTI Adulta já podem ser utilizadas. O resto, a gente precisa conversar com clareza. Tem gesso soltando, infiltração e muito mais. Obra parada é desperdício público — explicou.






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