Vereador pede para que assunto da  Educação seja debatido sem politicagem

 

Maria Tereza Oliveira

Poucos dias após o início da greve, a Educação continua sendo tema de debates na Câmara Municipal. Após a audiência pública realizada na noite de segunda, o assunto repercutiu ontem durante a reunião.

Vereadores se pronunciaram sobre a situação dos salários atrasados e também sobre fechamentos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Douglas Miguel Vilela no bairro Santo Antônio e Cmei Victor Hugo no bairro Sagrada Família.

Roger Viegas (PPS), que é presidente da comissão de educação da Câmara, em entrevista ao Agora fez um balanço sobre a audiência pública realizada na segunda.

— Fizemos uma lista com diversos encaminhamentos, dentre eles, não votar projetos relacionados ao Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev) ou Plano de Cargos e Carreiras (PCCS) dos servidores da Educação e os demais, sem primeiro, ouvir os sindicatos e assembleia — citou.

Encaminhamentos

A reportagem teve acesso a todos os encaminhamentos solicitados. Além daquele citado por Roger, há mais dez reivindicações. A respeito do laudo sobre que incapacita o Cmei Douglas Miguel Vilela, foi solicitado que o local passe por reformas com gestão compartilhada, ao invés do fechamento do mesmo.

Ainda sobre o Cmei foi sugerido que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) mude para a nova sede da Prefeitura e que o atual prédio sirva para acolher os estudantes durante a reforma.

Já sobre o fechamento do Cmei Victor Hugo, foi pedido um ano de transição antes do fechamento definitivo da instituição.

Com relação redução das turmas no Cmei Herbert de Souza, foi pedido que as turmas sejam mantidas e que a instituição possa aceitar alunos de outros bairros.

Todos ao lado dos professores

O vereador Rodrigo Kaboja (PSD) também falou sobre o tema. Ele disse que a crise financeira na Prefeitura que é culpa do estado que deve cerca de R$ 105 milhões em repasses.

— Como o Executivo irá cumprir seu compromisso se não consegue receber um dinheiro que é obrigação ser repassado? — replicou.

Kaboja também afirmou que sua mulher é professora e que ela também está sofrendo com o salário escalonado.

À reportagem, o vereador contou que procurou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Município de Divinópolis (Sintemmd) para resolução do problema.

— Nosso intuito é debater o assunto sem influencias de politicagem, apenas visando o melhor para a educação divinopolitana — finaliza.

Enquanto isso, os servidores da rede municipal de ensino continuam de greve, que promete durar enquanto os salários não forem postos em dia.

 

 

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