Vereador cobra agilidade contra poluição gerada por siderúrgicas

Ricardo Welbert

Durante pronunciamento na tarde desta quinta-feira, 19, o vereador Roger Viegas (Pros) criticou o que ele considera como lentidão dos poderes públicos na solução do problema da poluição gerada pelas siderúrgicas em Divinópolis. 

- Aqui na Câmara nós já fizemos o que podíamos em relação a isso. No dia 28 de agosto fizemos uma audiência pública com presenças de órgãos ambientais e de empresários do meio siderúrgico. Mas, infelizmente, ficou só no "blábláblá" - criticou. 

Após a audiência, houve a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). 

- Mas esse prazo já passou. A omissão dos orgãos fiscalizadores não mudou nada. Tanto a Supram [Superintendência Regional de Meio Ambiente] quanto a Prefeitura e o Ministério Público aindan não agiram de fato com isso. Até quando vamos ficar aqui só pedindo? Eu me sinto algemado, com vergonha de vir falar na tribuna sobre isso de novo, porque tudo fica na mesma. O pessoal que mora perto das siderúrgicas continua respirando pó preto - reclamou. 

Em seguida, Viegas explicou que o citado pó não é fuligem de asfalto, como alguns representantes das empresas cogitaram. Segundo ele, é um material mais denso e pesado, que se acumula fácil sobre os móveis e o piso das casas. 

Contra fechamentos

O vereador salientou que não quer o fechamento das empresas. 

- Não quero fechar siderúrgicas. Muito pelo contrário. Essas empresas geram emprego e são uma das principais fontes de renda da população divinopolitana. Mas algo precisa ser feito em relação a essa poluição. Esse problema ocorre há anos e não podemos mais permitir que isso ocorra - afirmou.

Com a realização da audiência pública sobre o tema, a Câmara recebeu novas reclamações de moradores de várias regiões da cidade. Pessoas que afirmam perder o gosto por morar em determinados bairros por causa do pó preto gerado pelas siderúrgicas. 

- As pessoas que trabalham nessas siderúrgicas não tem culpa. O que nós queremos é sentarmos novamente com as empresas, junto com outros órgãos ambientais. Se o Município não faz o que precisa fazer, vamos cobrar do Ministério Público, que ainda não agiu - finalizou. 

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