Vendas voltam a crescer depois da greve dos caminhoneiros

 

 Pablo Santos

 Após queda em maio, as indústrias do Centro-Oeste voltaram a ter faturamento depois do fim da greve dos caminhoneiros. Emprego manteve-se em alta e horas trabalhadas registraram declínio, de acordo com os dados da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

Em maio, as vendas das indústrias da região registraram queda de 8,2% frente ao mês anterior. A greve dos caminhoneiros, de acordo com o relatório da Fiemg, foi responsável pela queda do indicador.

Com o fim da paralisação, o resultado reverteu e as vendas avançaram.

— O faturamento real avançou 22,9% em junho. O resultado compensou parcialmente a queda registrada em maio, quando a distribuição das mercadorias foi prejudicada pela greve dos caminhoneiros — destacou o relatório da Fiemg.

Ainda conforme o relatório, o avanço do faturamento na indústria de transformação e na indústria extrativa é explicado pelo retorno à normalidade das operações, após o fim da crise de desabastecimento provocada pela paralisação dos serviços de transportes rodoviários de cargas em maio.

Emprego

O emprego na indústria regional manteve-se em leve alta em junho no comparativo com maio: 0,3%. De acordo com os dados da Fiemg, em junho com o mesmo do ano passado o índice foi mesmo: 0,3%.

Já no acumulado do ano, o emprego nas indústrias regionais estão em queda de 0,4%. Já no acumulado dos 12 meses a retração é pequena: 0,1%.

Já no estado, O emprego da Indústria Geral caiu 0,2% em junho, frente a maio, devido à igual recuo na Indústria de Transformação.

 

— Vale ressaltar que o resultado configurou a primeira queda mensal do indicador em 2018. O índice permaneceu estável no primeiro semestre e caiu 2,1% no acumulado em 12 meses — destacou o relatório.

Horas trabalhadas

Conforme a Fiemg, as horas trabalhadas na produção apresentaram a segunda queda do ano, e recuaram 0,7% em junho.  No acumulado de 2018, o declínio foi menor e chegou a 0,3%.

 

 

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