Velhas Árvores

Velhas Árvores*

 Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores mais novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas.
O homem, a fera, o inseto, à sombra delas
Vivem, livres de fomes e fadigas e em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

 Não choremos, amigo, a mocidade!
 Envelheçamos rindo!

Envelheçamos
Como as árvores fortes
envelhecem
Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem.

*Olavo Bilac

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 QUE PENA!

 Que pena, Maria Cândida!

Que pena mesmo! Das mangueiras da 7 de Setembro, entre a Minas Gerais e a São Paulo, resta um estacionamento seco, deprimente.

 Horrível!

Sem dó nem piedade, todas as velhas árvores foram destruídas definitivamente.

 Falta de sensibilidade!

 Gula por dinheiro!

 Desrespeito à natureza!

 Desrespeito à comunidade!

 Meu Deus! Meu Deus!

 

 Zózima

 (sua irmã que como você, ama esta Terra do Divino.)

 

Camelódromo

Que pena! Enquanto durou foi quase bom. No começo, eram os ambulantes que viviam em pontos estratégicos vendendo miudezas pelas ruas da cidade. Começaram a enfeiar e atrapalhar o trânsito de ambulantes. Veio a lei: proibido vendilhões pelas ruas e praças.

Surgiu o Camelódromo, popular, em princípio, deu certo. Abusos. Desvirtuamento. A antiga e clássica balança entre o custo gerado e benefício oferecido vem caindo. A balança vem pesando cada vez mais para o lado do custo e o benefício, diminuindo e se transformando em malefício.

Camelódromo deve ser é mesmo no centro das cidades grandes, para dividir as distâncias entre eles e o centro. Mas, in caso, o nosso não atende mais. E nem é preciso enumerar as degenerações acontecidas pelo mau uso. Tentativa de líderes da categoria tentando organização não funcionou.

Andei ouvindo pessoas sobre o assunto, o mais sensato que ouvi foi: é. No caso, ambos os lados Prefeitura e Camelódromo têm razão. Além de comerciantes reclamarem que não dá para competir com comércio que não paga imposto, nem vendedor, nem aluguel, enquanto nós...

A ponderar, é preciso considerar que a briga não é com a Prefeitura, mas com a cidade e cidadãos que nela habitam. Lembrar também que já foi tentada solução oferecendo outro lugar para se mudarem, ou seja, na mesma rua S. Paulo, Centro, logo abaixo, em imóvel onde funcionara um restaurante popular. Não deu. Parece que o imóvel não ofereceu condições de segurança e funcionamento. Voltaram para a avenida, defronte ao Banco do Brasil e casas de comércio.

Seguiram-se negociações e dados tempo para o Camelódromo se mudar. O tempo se cumpriu. É hora de cumpri-lo.

O ex-prefeito Aristides Salgado tenta faturar o momento ou simples e gratuitamente ajudar no impasse. Reunião, discussões, ponderações. Defendem que na vaga do Camelódromo que continue a praça iniciada na São Paulo.

Torço para que cheguem a um acordo. Curto muito o Camelódromo, seja em Divinópolis, S. Paulo ou Paris.

Mas que não destoem da cidadania que os acolha.

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