Preto no Branco

Gisele Souto

Vazias

Na leitura e votação do pedido de investigação contra o prefeito Galileu Machado (MDB), na reunião da Câmara de terça-feira, além da demora, devido à quantidade de páginas, outra situação chamou atenção. Mais uma vez, houve interrupções por falta de quórum. Por três vezes, o presidente da Mesa Diretora precisou convocar os vereadores para que eles retornassem aos seus lugares, já que apenas duas cadeiras estavam ocupadas. Infelizmente, não foi a primeira e nem será a última vez, pois se tornou comum nesta atual legislatura.

Espectador

Se não quer prestar atenção no colega, lendo, falando, discursando, que seja, o que é uma falta de respeito, considere pelo menos aqueles que estão no Plenário acompanhando ou em casa assistindo à reunião. Afinal, é por causa deles que os senhores estão aí. Reunião de 17 com cinco ou seis é inadmissível.

Teor

Será que neste entra e sai durante as leituras, no plural porque foram nas duas reuniões em que a ação foi lida, pelo menos alguns dos vereadores ficaram por dentro do teor de todo o documento? Digo todo porque são 144 páginas e acompanhar folha por folha antes de votar era fundamental. Tomara que sim e todas as consciências dos prós e contra estejam tranquilas. Porque a esta altura do campeonato, com a cidade nesta situação, o que não pode haver nem para um lado nem para o outro é injustiça.

Responsabilidade

Uma coisa certa é que ninguém queria estar na pele dos três vereadores escolhidos por meio de sorteio para a comissão que fará a investigação. A dura missão ficou a cargo dos vereadores Eduardo Print, Roger Viegas e Renato Ferreira. Falta, agora, eleger o presidente e o relator da comissão. O prazo para se concluir as investigações é de 60 dias. Pelo tamanho do material e a complexidade do caso, é meio difícil este prazo ser cumprido, mas a torcida é para que tudo corra de forma tranquila, como acredita a Prefeitura.

Empecilho?

Jamais. É o que acredita o Sargento Elton sobre dois dos sorteados para realizar a investigação. Print Júnior, que é o líder do prefeito na Câmara, e Renato Ferreira, que faz parte o bloco de situação na Casa. O vereador diz acreditar na total transparência.

O assunto?

Vereadores da situação se reuniram ontem à tarde na Prefeitura e o assunto, segundo os bastidores, era o prefeito. Teria o Executivo uma carta na manga?

 Fora da lei

Sabe aquela senhora que faz biscoito em casa e vende na rua?  Também o senhor ou o rapaz que oferece queijos ou outras iguarias nas ruas?  Eles são considerados fora da lei e agora terão uma legislação e alvará para trabalharem na rua. E não são só eles, o açougue também ganhou uma legislação que tornará seus produtos muito mais confiáveis. Todas estas mudanças e procedimentos serão discutidos em um seminário nos próximos dias 26 e 27, no auditório da Faculdade Pitágoras, realizado pela Secretaria de Estado de Minas Gerais (SES-MG) juntamente com a Regional de Saúde de Divinópolis. Para quem está nesta situação, esta é a hora de se profissionalizar.

Foco

Os 54 municípios do Centro-Oeste serão contemplados e o horário é das 8 às 17h.  O foco do encontro são duas resoluções estaduais publicadas pela SES-MG. Uma delas estabelece procedimentos para o licenciamento sanitário do microempreendedor individual, familiar rural e do econômico solidário, que exercem atividades de baixo risco sanitário na área de alimentos. Tudo organizado é bem mais vistoso e saudável, com certeza.

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