Vão prevaricar?

O ambientalista Jairo Gomes denunciou na Tribuna da Câmara que, em Divinópolis, “algumas pessoas dão poder às próprias normas e, com isso, a lei do interesse individual tem prevalecido sobre o interesse coletivo”. Mais: “algumas pessoas acham que podem resolver seus problemas, transferindo os efeitos destes para o próximo”.

Explicou ainda que, desde o ano 2000, denuncia a situação dos aterros das faixas inundáveis das águas do rio Itapecerica e “nada acontece aos infratores”. Para reforçar esta impunidade, Jairo cita Ministério Público (MP), Polícia Militar do Meio Ambiente (PMMA), Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema), Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e Comissão de Meio Ambiente da Câmara, e a situação só tem agravado. Contou que foi do Divinópolis Clube até o bairro Padre Libério e encontrou oito situações de aterros irregulares, acima da cota básica de cheia, sem nenhuma preocupação com a população ribeirinha, que vai sofrer todo o impacto, no caso de vir uma enchente no rio Itapecerica. Acrescenta que os oito aterros estão irregulares e seus proprietários não foram à Prefeitura pedir licença, simplesmente porque se julgam no direito de resolver seus problemas com as cheias do rio Itapecerica, a suas maneiras. Liguei para o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja (PSD), para saber quais medidas iria tomar quanto à denúncia e ele me disse que, atendendo ao ambientalista, designou o vereador Renato Ferreira (PSDB) para apurar os fatos. E Renato, que é o presidente da Comissão do Meio Ambiente da Casa, me garantiu que já está investigando as denúncias. Aguardemos!

Não há razões para surpresas

Não entendi a surpresa e a indignação de alguns vereadores por terem recebido a ata da reunião extraordinária do Conselho Administrativo e Fiscal do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev), ocorrida em 13 de novembro. Segundo o vereador Sargento Elton (Patriota), desta reunião participaram os representantes da área financeira da Prefeitura e a secretária Municipal de Fazenda (Semfaz), Suzana Xavier. Os conselheiros da Divprev, na reunião, cobraram da Semfaz mais atenção às finanças da Prefeitura, para evitar que a situação chegue de novo ao ponto a que chegou: sem caixa, a Administração é obrigada a pedir dinheiro emprestado ao Diviprev para pagar os salários dos servidores. Uma situação que se repete, e que por isso não devia causar surpresas aos edis.

Troca-troca confirmado

Mas o que mais teria indignado os parlamentares foi a denúncia do servidor chamado Bruno que, segundo edil Elton, disse em ata “que as cobranças deveriam ser dirigidas aos vereadores, os quais têm um grande número de cargos comissionados na Prefeitura”. Em ata, Bruno registrou que os culpados pela calamidade financeira da Administração, em parte, são os vereadores, que incham o Executivo de amigos. E não é isso que venho reprisando aqui neste espaço democrático? Várias vezes escrevi que os próprios vereadores denunciaram na Tribuna este troca-troca entre o prefeito e alguns edis. Mas nada fizeram. E por que não? Corporativismo? Nos meus comentários de que vereadores indicavam amigos para cargos comissionados, citei nomes e data. Porém agora que Bruno menciona em ata que existe esse troca-troca e que é danoso para o Município, isso assusta os parlamentares? Vou relembrar apenas duas referências minhas, para não ocupar muito o espaço:

- Vereador Cleitinho (CDN), reunião ordinária 08/03/18: “estive com o prefeito e isso é que quero deixar bem claro: estive lá para reivindicar. Eu não vou lá, como alguns vereadores, pedir cargos, não”.

- Vereador Dr. Delano (MDB), reunião 06/03/18: “o Serviço Municipal do Luto é cabide de emprego de um monte de vereadores. Vai lá e dá uma olhadinha em que é concursado?”

Tem mais.

Adonay é pré

Os amigos de Mateus Adonay estão empolgados com a possibilidade de ele vir a se candidatar a uma vaga na Câmara. Adonay mora no bairro Belvedere, onde é muito estimado. As resenhas políticas na Mercearia do Wesley (Levis) estão a mil e a esperança é
que o bairro tenha, enfim, um representante na Casa Legislativa.


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