Vão matando, vão...

...matando até que o último, até por não precisar de apagar a luz, dê um tiro no ouvido. São 25 homicídios aceitos pela polícia, pois ela conta os que morreram juntamente com a ocorrência. Aqueles que morrem depois do atendimento do Samu não entram na conta de morte e, sim, como “vítimas de acidente ou de tiros e conduzidos ao nosocômio”. Pela contagem dos profissionais deste diário, o número de homicídios está em 29 para menos de cinco meses do ano.

O que isto representa?

Apenas que a safra do acerto de contas continua em aberto e que, a qualquer hora de qualquer dia e em qualquer lugar, mais um será “sacrificado” por causa do vil metal e entrará na conta do “mais um que foi descansar”. Na verdade, por mais cruel que pareça, o descanso é da família, que é a que realmente sofre, ao ver um dos seus membros, na maioria das vezes menino ainda, sem estudar e entregue a um meio de marginais que só pensam em droga, dinheiro e mulher. Esta se droga e se prostitui, trocando a morte pelo sexo. Já os homens dão descanso aos familiares cansados do sofrimento, e da dor de ver e sentir um ente querido perder o controle. Muito difícil explicar o sofrimento de pais, irmãos e amigos que se martirizam na tentativa, quase sempre malograda, de fazer com que o drogado volte a ser a pessoa amiga e correta de antes.

Sentados

Este fato já foi pautado aqui por mais de uma vez, mas eles continuam do mesmo jeito, talvez até porque fizeram parte do registro. Gosto de assistir às reuniões da Câmara e, de forma indistinta, torço para todos eles, mesmo às vezes vendo que remam contra o vento. Mas uma coisa sempre me chamou a atenção: eu nunca vi o vereador Adair Otaviano (MDB), hoje presidente da Casa, falar de pé, na Tribuna, onde os verdadeiros homens públicos se mostram. Sentado, lendo e respondendo a algumas questões, não assume o seu posto com a autoridade que possui. Agora o seu vice, Josafá Anderson (PPS), que fica na reunião o maior tempo, já que Adair praticamente abre e fecha a sessão, também solicita autorização para ficar sentado. Por isso, chamam menos a atenção do que aqueles que se levantam em respeito ao público que os assiste, e espera um bom pronunciamento. Para falar bobagens, melhor ficar sentado mesmo, fica mais fácil de ser ignorado.

Delano e a Magirus

Este PB levantou a bola a respeito da escada contra incêndios, que há mais de 60 anos existe em Belo Horizonte e que se chama Magirus. Eu a vi em vários trabalhos no centro da cidade, em alguns incêndios grandes, mas felizmente faz tempo que ela foi esquecida, mais em razão de desastres grandiosos como o de São Paulo. Delano, como bom vereador, matou no peito a bola, foi aos bombeiros e descobriu que esta escada já não é mais usada em razão do seu custo e dos problemas com a sua manutenção. Em lugar dela, frisou Delano, existe outra que a substitui. Muito bom, como ele prometeu ir à luta para conseguir pelo menos uma, vamos ficar de olho.

Edson Sousa

O vereador foi muito feliz ao usar a Tribuna ontem, apontando problemas e soluções, agindo como um vereador deve sempre fazê-lo. Sugeriu a Galileu inicialmente que cumprisse uma de suas promessas de campanha, que era a reabertura do Restaurante Popular. Sem dinheiro para nada, Galileu vai ficar devendo esta. Mas alguns sanitários para atendimento ao público poderiam ser providenciados, pois o custo seria baixo, mesmo porque poderiam ser privatizados. No final de sua fala, Edson disse que, em conversa com o deputado Jaime Martins (Pros), sugeriu a este que providenciasse verba para a construção de um viaduto ligando o Porto Velho ao Centro pela rua São Paulo. A ótima ideia levaria o nome de Dona Maria Martins, numa justa homenagem a uma das mulheres que mais se destacaram na história da cidade. Como Galileu gosta de viadutos...

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