Vale tudo de hoje

 

Faltam apenas cinco dias para as eleições, e, agora, com o cerco se fechando, o “vale tudo” para ganhar o poder, ou se manter nele, vai só piorando. Na edição desta segunda-feira, 1º, o Agora trouxe o “Vale Tudo” de Divinópolis. Mas, ontem, 2, o “vale tudo” para se manter no poder veio do Estado. Desde fevereiro de 2016, pouco mais de um ano de tomar posse, como governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) fez seus servidores amargarem com o escalonamento dos seus salários. O que antes era pago integralmente, no 5° dia útil, seja para os ativos ou para os aposentados, começou a ser parcelado, e pago quando o Governo do Estado determinasse.

De fevereiro de 2016 a julho de 2017, os servidores tiveram que engolir goela abaixo o escalonamento, pagando contas em atraso, e se virando do jeito que podiam com suas despesas. E, se imaginavam que a situação não poderia piorar, ela piorou. Em julho, o Estado anunciou uma alteração na escala de pagamento, em que ‘parcelava o parcelamento’. A coisa ficou muito pior do que já estava. Além de ‘parcelar o parcelamento’, vários funcionários da ativa, e inúmeros aposentados amargaram o atraso das parcelas. Diante de tal situação, de descaso com os servidores, muitos até se surpreenderam com anúncio da candidatura de Pimentel à reeleição, afinal, não era possível que um governador que tratava com descaso seus servidores, iria pleitear o cargo mais uma vez.

Pois bem. Anunciada a candidatura, as coisas magicamente começaram a “melhorar” para os servidores. Depois de fazê-los amargar o parcelamento do parcelamento, os atrasos e as constantes alterações da escala de pagamento, no mês passado o governador e seus secretários amenizaram a o escalonamento. Pimentel chegou a dizer em seu programa eleitoral na TV que o fim do parcelamento estava condicionado à sua reeleição. E, o que antes era anunciado só lá para dia 7 de cada mês, foi anunciado milagrosamente nesta terça-feira, 2. Surpreendeu a todos com o anúncio da escala de pagamento, que prevê pagamento integral para quem recebe até R$ 3 mil no dia 11 de outubro, e para quem tem salário acima de R$ 3 mil, o restante será pago no dia 26 de outubro.

Além de adiantar a escala, Pimentel garantiu ainda o cumprimento das folhas de outubro, novembro, dezembro e o 13° salário. Milagrosamente, a crise que afetava o Estado, e era causada pelo Governo Federal, mais precisamente, por uma perseguição política de Michel Temer (MDB), desapareceu. Senhoras e senhores, neste “vale tudo”, que tudo mesmo os brasileiros viram, desde o dia 16 de agosto, vale até mesmo usar salário de servidor. A que ponto se chegou. Algo que é obrigação virou moeda de troca. Afinal, manter salário em dia não é caridade, é obrigação. Ao que tudo indica, o Brasil chegou ao fundo do poço da falta moral, ética e de honestidade. E, na falta de candidatos, o jeito é tentar escolher o menos pior,  e esperar para ver no que vai dar.

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