Vacinação contra gripe ainda não atingiu meta em Minas

Da Agência Minas

Minas Gerais ainda precisa vacinar cerca de 2,3 milhões de pessoas do total do público elegível, para atingir a meta de 90% na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A cobertura vacinal no estado está em 64,85%, ou seja, 3.682.815 doses foram aplicadas. Crianças e gestantes, historicamente, são os públicos que menos procuram a vacina. Nesses grupos a cobertura atual é de 60%.

Segundo a coordenadora estadual de Imunizações, Josianne Dias Gusmão, a vacina é segura e tem se mostrado eficaz na redução de internações, complicações e óbitos causados pelo vírus da Influenza.

— A vacinação é fundamental como estratégia de prevenção contra a gripe. Mesmo quem se vacinou no ano passado, deve se vacinar novamente. Isso porque o vírus Influenza muda constantemente e requer uma reformulação da vacina a cada ano. Ou seja, as vacinas que foram distribuídas na campanha de 2018 não são as mesmas de 2019 — disse. No estado, cerca de 4 mil postos de vacinação estão à disposição da população.

A estudante de Pedagogia, Mônica Cardoso, não tem dúvidas sobre os benefícios que a vacina trouxe para a saúde do seu filho, Leandro Alves, 4 anos.

— Assim que começa a campanha, eu levo o Leandro ao posto para vacinar. Como ele tem asma, a vacina evita crises respiratórias intensas. Noto que, além de ficarem mais brandas, essas crises de asma ficam mais esparsas, melhorando muito a saúde dele — diz.

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Público elegível

Em sua 21ª edição, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza ampliou a vacina para crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Além das crianças, fazem parte do público da campanha adultos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, profissionais das forças de segurança e salvamento, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Para as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade, conforme indicação do Ministério da Saúde em conjunto com sociedades científicas, mantém-se a necessidade de prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

Segundo Josianne, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem orientado as unidades regionais a repassarem aos seus municípios sugestões de estratégias para atingir a meta de vacinação.

— Para que o maior número de pessoas dos grupos elegíveis seja vacinado, o município poderá realizar a avaliação das coberturas vacinais por grupo elegível, além de analisar as doses distribuídas e aplicadas. Com base nessas informações, é possível fazer uma busca ativa, casa a casa, de faltosos para receber a vacina. Isso é muito importante, pois é capaz de identificar aqueles que não tiveram acesso à campanha por falta de tempo ou de informações adequadas — diz.

Cenário epidemiológico

Em Minas Gerais, até o dia 8 de maio, foram notificados 828 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Do total de casos notificados com amostras já processadas, 33 foram confirmados como SRAG causados pelo vírus da Influenza (gripe) e 73 casos como SRAG por outros vírus respiratórios. Dos 33 casos de SRAG causados pela Influenza, 31 foram de Influenza A/(HINI)pdm09, 1 por Influenza A (H3N2) e 1 por Influenza B.

Já em relação às mortes, até o momento, foram notificados 73 óbitos por SRAG. Destes, cinco apresentaram associação a vírus respiratórios, sendo que um foi ocasionado pelo Influenza A (H1N1)pdm09, em Belo Horizonte. Os outros quatro foram associados a outros vírus respiratórios e foram registrados em Belo Horizonte (2), Unaí (1) e Governador Valadares (1).

Conheça em detalhes a situação epidemiológica da gripe em Minas, acessando o boletim neste endereço eletrônico.

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