USFJ tem corte orçamentário de R$ 11 milhões em relação ao ano anterior

"Se mantiver o bloqueio e ficarmos com o orçamento de R$ 37 milhões de custeio, nosso recurso vai ficar parecido com os de 2012", afirmou o reitor da universidade.

Da Redação

O reitor Marcelo Andrade concede entrevista coletiva à imprensa nesta terça, 18 de maio, às 17h, com transmissão, ao vivo, pela TV UFSJ. O anúncio foi feito na reunião do Conselho Universitário (Consu), quando Marcelo fez um relato cronológico de todo o processo de elaboração e tramitação do orçamento 2021. O corte inicial foi de 19,3% em relação a 2020, o que significa quase R$ 11 milhões a menos nos recursos da Universidade Federal de São João del-Rei.

A liberação do orçamento em 2021 foi a mais complexa dos últimos anos. Até o início de maio, apenas 40% dos recursos haviam sido liberados, o que chegou a causar atraso no pagamento de contratos e bolsas. Segundo o reitor, dos 60% restantes incide um bloqueio de 13,8%. “Em tese estamos com um orçamento de R$ 39.678.943,00 e bloqueio de mais R$ 6.350.396,00 e com limite de fluxo de pagamento ainda não definido pela Secretaria de Planejamento e Orçamento do MEC. Se isso for mantido, estamos com um déficit de R$ 17.340.553,00”, acentuou o reitor.

Na coletiva de hoje, Marcelo Andrade vai detalhar os números do orçamento e os impactos na Universidade Federal de São João del-Rei, além das providências que já foram tomadas pela atual gestão e pelo coletivo de reitores da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior) para reverter o quadro. Marcelo já adiantou que, diante da atual conjuntura, as pró-reitorias de Planejamento e de Administração já estudam os cenários para os próximos meses.

— Se mantiver o bloqueio e ficarmos com o orçamento de R$ 37 milhões de custeio, nosso recurso vai ficar parecido com os de 2012 — complementou.

O pró-reitor de Planejamento, Renato Vieira, que também esteve presente à reunião do Consu, esclareceu que outra preocupação é o fluxo de recursos de pagamentos repassados pelo governo. Ou seja, pode até haver orçamento, mas não haverá financeiro para saldar os compromissos.

— Só para se ter uma ideia, o MEC, em quatro meses e meio, fez empenhos na ordem de R$ 7 bilhões e, com o fluxo de pagamento que está estipulado no decreto, que saiu na sexta-feira, estamos com um fluxo no MEC em torno de R$ 1 bilhão por mês. Então isso nos preocupa muito. Vai faltar para alguma coisa — explicou.

Além da imprensa, que vai participar da coletiva, o reitor estendeu o convite à comunidade universitária.

— É importante que todos saibam o que está acontecendo, fiquem informados. Os cortes no orçamento vão ter um impacto muito grande não só na comunidade interna, mas também para a sociedade como um todo — finalizou.

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