UPA começa o ano respirando

Maria Tereza Oliveira

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto teve um 2018 difícil, a exemplo de anos anteriores. Com problemas financeiros e excesso de pacientes,  esteve a beira do caos. Mas, em 2019, pelo menos por enquanto, a história é outra. Com a criação do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e o desbloqueio da emenda do ex-deputado federal, Jaime Martins (PSD), no valor de R$ 1 milhão, a UPA inicia melhor a caminhada neste ano.

O Agora ouviu o superintendente da unidade de saúde, José Geraldo Pereira, o conhecido Geraldinho da Saúde, para falar sobre a situação atual da entidade.

Respira

Geraldinho enalteceu a boa fase e disse que, apesar dos recursos escassos, a situação está sob controle.

— Estamos com abastecimento de medicamentos e insumos dentro da normalidade — destacou.

Ele justifica a situação controlada, vai além da financeira, mas também o “desafogamento” da unidade, que estava com quartos e corredores sempre lotados.

— Várias ações do Município, como a efetivação do SAD, ajuda muito pacientes que estão sendo tratados em domicílios e, consequentemente alivia a UPA — exemplificou.

Para Geraldinho, caso as articulações em busca de recursos continuem, será possível manter em dia com os fornecedores e os servidores.

— Isso foi possível graças a muito diálogo, além de articulações de recursos, que embora sejam escassos, estão sendo suficientes para efetuar as prioridades — explicou.

Ele se comprometeu que a UPA fará de tudo para em harmonia e para continuar a desempenhar o melhor para todos.

SAD

Com o intuito de oferecer mais dedicação à saúde com garantia da continuidade do cuidado e integrada à Rede de Atenção à Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apresentou no ano passado o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).

O objetivo da criação do serviço é desafogar o número de pessoas que esperam atendimento na UPA. Para isso, a equipe do SAD visita a unidade diariamente.

Os atendimentos são direcionados à pacientes com baixa complexidade hospitalar que podem ser solucionados fora do ambiente hospitalar, com o objetivo de oferecer assistência e promover a saúde no domicílio, seguindo princípios do Sistema Unificado de Saúde (SUS).

Alguns exemplos dos atendimentos são pacientes ao aguardo de cirurgias, com cuidados paliativos e outros. Além disso, a família precisa autorizá-lo e ainda ser treinada. A equipe do SAD ajuda a preparar o ambiente para receber o paciente.

Caos

Com salários atrasados e condições de trabalho desfavoráveis, parte dos médicos que atendem na UPA chegaram a decretar operação “Tartaruga”.

Além dos salários atrasados, a instituição também passava por problemas em sua infraestrutura.

Em uma reunião da Câmara, a vereadora Janete Aparecida (PSD) explanou sua insatisfação com a UPA que entre as deficiências em estrutura física, destacavam-se janelas quebradas, mofos, paredes remendadas com isopor e madeira são alguns dos problemas enfrentados.

Dr. Delano (MDB) na época chegou a afirmar que a UPA estava passando por um colapso.

— Além disso, faltam medicamentos ali dentro e, principalmente, falta local asseado para fazer curativos — relatou.

Intervenção do Ministério Público

Sobrecarregada de pacientes, os profissionais tinham dificuldade em atender o fluxo, no ano passado, o Ministério Público (MP) interveio e encaminhou os pacientes que estavam nos corredores para outras unidades de saúde.

Dívida

Mas nem tudo é um mar de rosas. Procurada pela reportagem, a Prefeitura revelou que ainda falta quitar R$ 825 mil do último repasse para a UPA.

De acordo com o Executivo, a dívida atual do Governo de Minas com a unidade é de aproximadamente R$ 3 milhões.

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