Uma boa discussão, sem preconceito

Batendo Bola 

José Carlos de Oliveira

 jcqueroviver@hotmail.com.br

 

A participação de atletas transexuais em jogos femininos de vôlei é a discussão do momento no esporte, com a participação da goiana Tiffany Abreu na Superliga feminina 2017/18. E esta semana, na sexta-feira, os torcedores de Belo Horizonte poderão vê-la em ação, no duelo entre Minas Tênis Clube e Bauru, que acontece no ginásio do Minas I.

Muita vantagem 

Liberada para jogar pela Federação Internacional de Vôlei (FIV), a atleta trans esquentou a polêmica com suas atuações em quadra, sendo a jogadora que mais pontua pela equipe do interior paulista. E a pergunta que não quer calar é: ela leva alguma vantagem sobre as demais jogadoras. E a resposta é sim.

Não há como negar esta verdade (e grande verdade). Criada como homem, com corpo sendo formado como homem por 30 anos, por mais que ela tenha baixado seu nível de testosterona ao das companheiras de quadra, Tiffany leva sim uma imensa vantagem. É até covardia com as demais.

Dura decisão

Para amanhã, em Lausanne, na Suíça, a Federação Internacional de Vôlei vai colocar o tema em discussão, e novidades podem surgir ainda esta semana.

Há dúvidas? 

– O que está em discussão do ponto de vista médico não é a questão social, de aceitação ou não. Um dos desafios da medicina esportiva é definir se a redesignação de gênero pode proporcionar ao atleta alguma vantagem fisiológica. E não existe essa resposta ainda – afirma Haroldo Christo Aleixo, cardiologista e médico do esporte do Atlético e do Minas.

– Pode ser que ela tenha vantagem ou até mesmo desvantagem, não há estudo. Qualquer conclusão é precipitada – completa.

 Sem meio-termo 

Por mais que alguns grupos, como é o caso do dr. Haroldo, tentem levar a discussão para a questão de gênero, aqui não cabe olhar por este lado. Há uma verdade em jogo e ela tem que ser esclarecida a qualquer preço.

E esta é a de que um atleta que tenha sido criado, sido formado, como homem nunca poderá disputar torneios femininos, pois levará sim enorme vantagem (física) sobre as demais jogadoras.

E nada que seja concluído acima disto servirá como base para a defesa dos transexuais.

MANGUEIRAS BRASIL

As dificuldades da pré-temporada 

Nada é fácil para as equipes do interior. E com a temporada de 2018 sendo ano de disputa de Copa do Mundo, com o enxugamento do calendário, mais difícil ficou ainda a vida dos pequenos clubes, principalmente para aqueles que não participam das divisões principais dos campeonatos estaduais.

Os times bem que tentam fazer uma pré-temporada adequada, mas até para encontrar adversários para algum amistoso ou mesmo para jogo-treino têm dificuldades. Com a maioria dos clubes já envolvidos em alguma disputa, não dá para fazer muita coisa, não.

Vejam o caso do Guarani. O técnico Gian Rodrigues tinha a intenção de realizar pelo menos cinco amistosos e jogos-treino, preparando o Bugre para o Módulo II, mas até o momento só conseguiu dois testes para sua equipe, contra Cruzeiro e Atlético, que também estavam em pré-temporada.

Mas foi só. Para o sábado, a programação previa um duelo para o Farião, mas este não aconteceu justamente por não ter a quem enfrentar. E para o próximo fim de semana, a esperança é de que a diretoria consiga marcar algum amistoso, contra um adversário à altura, que realmente seja um teste para o novo Guarani.

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