Treze escolas aderem à greve em Divinópolis

Matheus Augusto

Unidades da rede estadual de ensino em Divinópolis voltaram a paralisar as atividades nesta semana. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), na cidade, parte das escolas aderiu ao movimento da categoria por tempo indeterminado.

Greve

Segundo informou o sindicato, até ontem, 12 escolas em Divinópolis haviam entrado em greve (total ou parcialmente). São elas: Dona Antônia Valadares, Henrique Galvão, Antônio da Costa Pereira, Ilídio da Costa Pereira, Vicente Mateus, Antônio Olímpio de Morais, Padre Matias, Martin Cyprien, Halim Souki, Joaquim Nabuco, Lauro Epifânio e Santo Tomáz de Aquino.

O sindicato continua com o trabalho de visitar as  unidades de ensino e conversar com os educadores sobre os motivos da greve e a importância da participação e, por isso, outras unidades podem aderir ao movimento ao longo da semana.

Encontros

Em Divinópolis, os servidores se reúnem amanhã, às 17h, na escola Joaquim Nabuco em mais uma assembleia municipal para discutir o cenário na cidade e as perspectivas no estado. Já em Minas Gerais, o sindicato convocou para hoje uma vigília, a partir dar 7h, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. O intuito é, mais uma vez, reivindicar o cumprimento do piso salarial profissional nacional, fazer a defesa do emprego e lutar pelo direito a uma educação pública de qualidade.

Os deputados estaduais aprovaram o projeto que autoriza o reajuste salarial aos profissionais da Segurança Pública e demais categorias, como da Educação. No entanto, a proposta inicial de Romeu Zema (Novo) não previa a inclusão de outras áreas. O governador tem até o próximo dia 17 para definir se aprovar o texto em sua integralidade ou determina vetos.

A coordenação estadual do sindicato se reúne hoje com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para debater as demandas.

— A continuidade da greve vai depender da postura do governador Zema em atender nossa pauta de reivindicações. Durante todo o ano de 2019, tentamos dialogar e estabelecer uma negociação, de fato, mas não houve nenhuma proposta de pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional. Pelo contrário, enfrentamos o desemprego estrutural, assédio moral por meio do Diário Escolar Digital, a não quitação do 13º, salários parcelados, fusão de turmas e o direito à educação negado, a partir de políticas como o sistema de pré-matrículas on-line — informou.

Início

Duas escolas – Luiz de Melo Viana Sobrinho, no bairro Porto Velho, e Antônio Olímpio de Morais, no Niterói – aderiram à greve em 12 de fevereiro, porém encerraram a participação no movimento na mesma semana.

Conforme já havia ressaltado a Superintendência Regional de Ensino de Divinópolis (SRE), o movimento da categoria é legítimo, porém os professores precisam ter em mente o compromisso com o calendário escolar.

— Ressaltamos que respeitamos o direito de greve dos docentes da rede, mas a carga horária dos estudantes deverá ser reposta oportunamente, para que não haja prejuízo das atividades letivas e tampouco do vencimento dos professores — informou, quando as primeiras escolas na cidade paralisaram.

 

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