Três conceitos importantes

No vasto mundo das finanças empresariais, existem vários conceitos importantes que facilitam muito nas tomadas de decisão e na análise econômica e financeira das empresas. Entre os conceitos mais importantes destacamos:

1) Custos e despesas.

Custo é o que se consegue vender. Tudo que agrega valor ao cliente e ao produto é classificado como custo. Se alguém tiver alguma dúvida se determinado desembolso pode ser classificado como custo, basta fazer a pergunta: esse desembolso pode ser considerado como um argumento de venda? Se a resposta for afirmativa, não há dúvida de que seja um custo. Caso contrário, pode ser uma despesa ou um investimento. Por exemplo: desembolso com pós-venda é um custo? A resposta é sim, porque podemos usá-lo como argumento de venda. Já os desembolsos com contabilidade não são custos porque os clientes não compram um produto porque a empresa vendedora tem um ótimo departamento de contabilidade.

Despesa não é vendável porque não agrega valor ao cliente nem ao produto. Portanto, as despesas são importantes só para a empresa. Já que despesa não é vendável a pergunta mais importante é: qual é o mínimo de despesas que podemos ter? Mas em geral as empresas têm mais facilidade em cortar custos do que despesas porque o sacrifício é sempre menor. Costumo dizer que nas empresas existem muitos advogados de defesa das despesas e poucos dos custos.

2) Retornos

Retorno do capital próprio: ROI = lucro líquido / capital próprio. Mede o retorno sobre o capital próprio investido na empresa. Quando se apura o lucro líquido ao fim de um período, vem logo a pergunta: o lucro apurado está eficiente? Para respondermos a esta pergunta, é necessário saber qual foi o capital próprio utilizado para gerar o lucro apurado. Dividindo-se o lucro apurado pelo capital próprio utilizado encontramos o retorno do capital próprio. Em geral, se o resultado encontrado for maior ou igual a 20% a/a a sua empresa está remunerando bem o capital próprio. Ou seja, está criando riqueza.

3) Ebitda

A sigla Ebitda tem origem inglesa, e em português significa o lucro antes dos juros, impostos sobre o lucro, depreciações e amortizações. O Ebitda, também chamado de Lucro Operacional Ajustado, consiste no potencial de caixa gerado pelos ativos operacionais. É importante observar que nos referimos a “potencial de caixa”, e não em “caixa efetivo”, pois grande parte da receita pode não ter sido à vista. Ou seja, pode estar no “contas a receber” da empresa; assim como parte das despesas pode estar no “contas a pagar”. Pela teoria contábil, as receitas e as despesas são reconhecidas pelo princípio da competência, e não pelo regime de caixa, e, por isso, o Ebitda não reflete o fluxo físico de caixa. E também despesas com investimentos e variação da necessidade de capital de giro influem no detalhamento da geração de caixa e não aparecem no cálculo do Ebitda.

Muitas empresas são avaliadas em Ebitda, mas os avaliadores devem ficar atentos porque há várias maneiras fazer manipulações com esse indicador, algumas delas são:

  1. a) Comprar à vista com desconto: melhora o Ebitda, mas aumenta a necessidade de capital de giro e pode gerar despesas financeiras, que estão fora do Ebitda.
  2. b) Aumento do prazo de venda: melhora o Ebitda, mas também aumenta a necessidade de capital de giro.
  3. c) Aumento de compras com desconto: melhora o Ebitda, mas também aumenta a necessidade de capital de giro.

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