Tolerância ativa

“Suportarei as palavras que ferem em silenciosa paz, assim como o forte elefante suporta na batalha as setas enviadas pelos arcos, pois muitas pessoas não têm autodomínio.”

Sócrates, filósofo grego, também falava: “Sofra uma injustiça, mas não cometa uma.” Assim é a vida, devemos aprender a suportar as dores e dentre elas, existe aquelas que vêm de terceiros. O grande desafio que temos, é o de encontrar o centro de nós mesmos, que nos permita ver as coisas como são e não como gostaríamos que fossem. O grande valor da filosofia à maneira clássica é de servir como ferramenta para encontrarmos este centro de nós mesmos.  Por que a partir daí funcionaríamos como um “filtro” que canaliza a água e a purifica.  O nosso discernimento é aquele que nos permite separar sentimentos e intenções positivas das negativas, da mesma forma que separamos alimentos ao alimentarmos.

O suportar não é uma atitude passiva, mas sim a que procura diferenciar a briga da luta. A briga nos faz chocar com outras personalidades e cair no confronto de egos, onde cada um defende seus gostos e preferências a qualquer preço, são personalidades querendo sobressair sobre outras.  Já a luta, acontecesse conosco mesmo; Lutaremos para sermos cada dia melhores. É uma luta das nossas virtudes contra os nossos vícios.

“As mulas quando treinadas são boas, e assim também o são os cavalos e os fortes elefantes, mas o melhor dos homens é aquele que adestra a si mesmo”. 

O homem deve ser dono de si mesmo, deve caminhar pela vida como um guerreiro que aceita a luta interior. Intuímos que a vida nos oferecerá momentos de alegrias e de tristezas, mas devemos caminhar aí com um silêncio Divino que nos dá tranquilidade e serenidade para continuarmos. O suportar momentos difíceis é importante, por isso considero a tolerância ativa como uma virtude necessária para lograrmos a conquista de nosso centro interior, tratando-se de um processo de domínio de nossa consciência para encontrarmos o equilíbrio do centro.

 “É doce desfrutar de uma virtude longa e de uma fé pura e firme. É doce estar livre de erros”. Através de uma fé pura, firme e principalmente filosófica, buscaremos a convicção da verdade do homem e concentraremos neste “logos”, neste princípio universal que deu origem a todas as coisas e a partir desta força, a canalizaremos em forma de virtude e de bem, por isto seremos felizes porque nos aproximamos da natureza do nosso verdadeiro ser.             

Divinópolis, 11 de Outubro de 2018.

Professor e Filósofo à maneira clássica
Elismar José Alves
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