Tolentino, de coadjuvante a protagonista

Com a ida do deputado federal Bilac Pinto (DEM) para o comando da Secretaria de Governo de Minas Gerais e a recusa de Marcus Pestana (PSDB) para assumir vaga de suplente na Câmara dos Deputados, Fabiano Tolentino (Cidadania) assumiu o posto de deputado federal em Brasília. Diante disso, o quadro eleitoral em Divinópolis, com vista à eleição para prefeito em 2020, muda substancialmente.

 

De coadjuvante a protagonista

 

Nas discussões e resenhas políticas quanto à eleição a prefeito de Divinópolis em 2020, o nome de Fabiano Tolentino sempre apareceu como um provável pré-candidato. No entanto, sem mandato, o poder de articulação política era reduzido, até porque ele obteve, na eleição de 2018 para deputado federal, 18.284 votos. Agora, o quadro mudou favoravelmente a Tolentino e alterou toda a correlação de forças eleitorais para o ano que vem. Como deputado federal, vai se tornar protagonista e/ou um dos personagens mais importantes no jogo de xadrez, em torno do qual será construída a agenda eleitoral 2020. E então?

 

Prefeito ou deputado federal?

 

Esse dilema já deve estar consumido horas de sono de Fabiano Tolentino, que precisa avaliar se sua chegada à Câmara Federal será definitiva ou provisória. E se Bilac Pinto abandonar a Secretaria de Governo de Minas Gerais e resolver assumir seu mandato na Câmara Federal? Entendo que Tolentino deve, sim, disputar a Prefeitura de Divinópolis em 2020, para o que não precisa renunciar ao mandato de deputado federal. E deve disputar porque, caso se eleja prefeito, terá nas mãos um mandato seu e de quatro anos, enquanto atualmente tem apenas um mandato de deputado federal que pode, ou não, ser temporário. Não se tem certeza.

 

Vereador Print desafia Matheus

 

Como foi dito na coluna passada, o vereador Matheus Costa (CDN) sugeriu que a Câmara Municipal reduzisse número de vereadores, de assessores e verbas para gabinetes. Entretanto, a forma como o edil apresentou a ideia irritou alguns vereadores. É que essa proposta não veio em forma de um projeto de lei, o que poderia significar que ela não passaria de uma estratégia populista, que nem chegaria à pauta de votação.

 

Celeuma

 

Print Jr. explicou isso em sua participação na tribuna da Casa e adiantou que não abrirá mão de seus quatro assessores, classificados como competentes e que, com o apoio deles, seu mandato trouxe R$ 6 milhões em verbas públicas para Divinópolis. E desafiou o vereador Matheus Costa, que o antecedeu na tribuna: “se no seu mandato que resta, conseguir bater os R$ 6 milhões que eu trouxe para Divinópolis, eu até renuncio”. Prosseguiu, dirigindo-se a Matheus: “fique à vontade! São mais de R$ 6 milhões que já foram aplicados aqui dentro (Divinópolis). Então, minha assessoria trabalha"! Será que Matheus vai aceitar o desafio?

 

E os 25%, para onde irão?

 

Como já informado, Matheus Costa pressiona a Câmara Municipal para que haja uma redução de 25% nos salários dos vereadores. Atualmente, eles recebem R$ 11.572,41 brutos. De acordo com Matheus, para dar exemplo, ele já vai abrir mão desse percentual em seu salário. Diferentemente do que informei na coluna passada, não há qualquer impedimento para a devolução do dinheiro, conforme esclarecimento do procurador da Câmara, Bruno Cunha. Portanto, se o vereador quiser abrir mão de parte do seu salário, basta formalizar o pedido e o dinheiro correspondente retornará aos cofres da Câmara.

 

Não devolva os 25% à Câmara!

 

“Pitaco”: sugiro ao vereador Matheus Costa não devolver os 25% do seu salário aos cofres da Câmara Municipal, senão receber integralmente os ganhos regulares e só depois doar mês a mês o percentual a uma instituição de caridade. Coloco à disposição do parlamentar espaço na coluna para dar conhecimento da destinação do valor.

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