Teatro da Vida

Hoje a reflexão será sobre o nosso “Ser” com a ajuda dos textos da filosofia oriental, “O Dhammapada” ou o caminho da lei.

“Qualquer erro ou maldade que um homem cometa, nasce em si mesmo e é causado por si mesmo, e isto esmaga o homem insensato como uma pedra dura reduz a pedaços outra mais mole”.

O motor de nossas ações estaria dentro de cada um de nós, seja estes atos conscientes ou não. Infelizmente muitos são os que atribuem a outrem o sucesso ou fracasso de seus empreendimentos. Elege-se, como responsáveis, Deus quando são bons e o diabo quando são maus. Não assumindo nunca a autoria e responsabilidade de nossas próprias ações, ficando sempre como atores coadjuvantes, ou seja, nunca assumindo o papel principal de suas próprias vidas, neste grande teatro da vida.

“É fácil fazer aquilo que é errado, fazer aquilo que é mau para si mesmo; mas muito difícil é fazer aquilo que é reto, fazer aquilo que é bom para si próprio.”

Como diz o dito popular: “para descer todo santo ajuda”, ou seja, descer uma montanha é fácil, o difícil é subi-la, visto que implicaria vontade e determinação. O chegar-se a ser campeão é mais fácil do que manter-se como tal. O mesmo acontece quando elegemos uma vida exemplar, caracterizada por ações nobres e justas; Por contrapartida encontramos grandes dificuldades em mantê-la por toda nossa vida, inclusive um só erro pode colocar a perder a conquista de vários anos.

“Por seu verdadeiro ser o homem se torna puro. O puro e o impuro nascem de si mesmo, nenhum homem pode purificar a outro.”

Ou seja, existe um poder interno que determina tudo que realizamos. E se assim não fosse, não precisaríamos nascer, visto que Deus já purificaria todas nossas impurezas desde o nascimento até a morte. Acredito que estamos neste mundo, desfrutando de uma oportunidade para elevarmos nossa consciência. Adquirimos esta consciência com o esforço de nossas ações.

Somente conseguiremos contribuir com o meio em que vivemos sendo exemplos do que falamos. Aplicando o princípio de sermos como queiramos que o outro seja; Quando entre duas ou mais pessoas, encontramos uma só busca, neste momento, haverá uma ajuda sincera; Qualquer coisa fora disto, será mero moralismo intelectual.

A vida, portanto, exige autocontrole e consciência, por isto relacionei-a com um grande teatro, onde cada um de nós deveria assumiríamos o nosso ”papel principal”, que representa nossa própria vida.

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