SUS e UPA: só para o povão?

SUS e UPA: só para o povão?

Na edição 12.544, de 1º de outubro de 2019, do Agora, li a manchete “funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) perdem plano de saúde” e conclui que para os servidores, a UPA e SUS seriam apenas para o povão. Então, quando adoeciam, os funcionários corriam para os hospitais particulares? O SUS e a UPA não têm atendimento médico hospitalar e de urgência com padrão de qualidade que possa atender seus funcionários? Por isso é que defendo que os servidores públicos e políticos com mandatos populares sequer tenham plano de saúde privado, pago com dinheiro público. Todas as vezes que precisassem de atendimento na área da saúde seriam atendidos pelo SUS ou por plano de saúde particular, pago por eles. Talvez assim o atendimento/SUS se tornasse melhor.

Todos erraram

A polêmica envolvendo o vice-prefeito, os edis Sargento Elton (Patriota), Eduardo Print Jr. (SD), os assessores e o impeachment do prefeito [Galileu Machado (MDB)] deixou evidente que faltou análise política antes das ações. Explico: primeiro, faltou ao vereador Sargento Elton a clareza de que jamais conseguiria maioria de votos para impichar o prefeito em uma Câmara sob denúncia de estar na “gaiola do prefeito". Depois, faltou análise de conjunturas pelo vice-prefeito Rinaldo Valério (DC) para perceber que a tese do assessor do vereador Elton de que o líder do governo, vereador Print Junior, seria o ‘12º voto’ pelo impeachment do alcaide não passava de fake news. Ora, o que o vice-prefeito poderia oferecer na barganha de votos com o Print, que ele, como líder do governo, não tinha com o prefeito?  E Print, por que preferiu “fritar “o vice-prefeito?

Fritou!

O vereador Print Junior tem se revelado um hábil político. Por isso, é difícil entender por que “fritou” publicamente o vice-prefeito, neste imbróglio que se tornou o processo para impichar o prefeito. Print tinha em suas mãos o controle da situação política: sabia de antemão que a oposição não tinha votos para cassar o prefeito. E, ademais, o líder do governo, antes de receber Rinaldo, não sabia o que ele pretendia. Poderia até supor, mas certeza da intenção não tinha. E quem avisou a imprensa de que o vice iria visitar o líder do governo? Sorte da imprensa de flagrar um “furo de reportagem”? Duvido!

Concluindo:

Ao “fritar” o vice-prefeito, Print criou a narrativa de que ele só o fez porque queria a vaga de Rinaldo, em uma possível chapa majoritária com Galileu, com vista às eleições de 2020. Eu disse “narrativa” porque, se ela se revelar verdadeira, não será mais discutível. Se Print tinha a intenção de ser vice de Galileu em 2020, depois dessa “fritura do vice”, queimou a ponte que o levaria até lá e ainda ganhou mais um inimigo político. A meu ver, houve precipitação de Print. Que ele teria que revelar ao público que Rinaldo o visitou, um dia antes da votação, para tratar do tema em tela, sem dúvida teria.

Mas, por prudência política, deveria, primeiro, se inteirar de todos os fatos pertinentes. Acho que a grande pergunta é: quem avisou a imprensa que o vice iria visitar o líder do governo, antes mesmo de se saber a pauta de discussão? Isso, agora, só uma quebra de sigilo telefônico de todos os envolvidos resolveria.

O que pretende Jaiminho?

Confesso que fiquei atordoado com a revelação de Gisele Souto, na coluna “Preto no Branco”, no Agora, de que Jaiminho (Pros) comporia a chapa com o atual prefeito em 2020. Será que Jaiminho, politicamente, deixaria de ser protagonista para se tornar coadjuvante na próxima eleição? Desde a eleição de 2018 me pergunto: por que o ex-deputado Jaiminho Martins não tentou se reeleger? Por que se aposentou pela regra da aposentadoria especial da Câmara Federal?

Por que em 2010 obteve em Divinópolis 47.106 votos e em 2014 obteve 31.678 votos, perdendo aqui em Divinópolis, portanto, 15.428 votos? De fato, depois de perder tantos votos, Jaiminho Martins precisava mesmo de uma estratégia para retornar ao poder pelo voto. Essa revelada no “Preto no Branco" é uma delas!

Não será tão simples assim

Essa possível estratégia de Jaiminho Martins (não desmentida até agora) de se apresentar para a eleição de 2020 como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo atual prefeito, para tentar voltar posteriormente à Câmara Federal em 2022, é temerária. A basear por hoje, o prefeito Galileu teria dificuldades eleitorais para se reeleger. Nenhuma promessa de vulto feita na campanha foi cumprida e, além desse, outros motivos desgastam o alcaide.

Mas, por ironia, o deputado Domingos Sávio (PSDB), que antes disputava os votos da cidade com Jaiminho, ao intervir e liberar R$ 22 milhões do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) 1 para obras em bairros da cidade, pode ajudar seu antigo parceiro a voltar a Brasília, porque esta verba vai fortalecer eleitoralmente Galileu em 2020. Mas, por outro lado, se esta chapa for derrotada, provavelmente, será o fim da carreira política de Jaiminho. É esperar para ver!

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