Surreais

Preto no Branco - Surreais

Tem umas coisas que acontecem em Divinópolis que não há outra palavra que ilustre melhor do que esta do título. Cada manota, fala em discurso e vídeos totalmente equivocados e sem noção. Na política, então, nem se fala. Falta o mínimo de entendimento, por exemplo, quando se fala da central de regulação ‒  a chamada fila de espera para se fazer algum procedimento ou internação ‒  e o que é obrigação do Município e as responsabilidades do governo do Estado. O atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não é fácil e deixa a desejar, não é de hoje. Mas a culpa não é dos diretores de hospitais ou do gerente de postos... E sim dos próprios políticos, governos que não sabem gerir, seus integrantes que sempre dão um jeito de encher o bolso com o dinheiro público, no mínimo de oportunidade que tiver, e quase todo o Legislativo federal, que finge não ver. Óbvio. Fazer o sistema público funcionar para quê? Possuem atendimento médico VIP no Congresso e, juntamente com as famílias, usufruem dos melhores planos de saúde. “Se a minha barriga não dói, o problema é da população que paga caro, morre à míngua, e também se faz de cega diante das aberrações.”

Francisco?

Que nada. Por aqui, só bate em Chico. Um exemplo  é a imparcialidade que deixa a desejar na Câmara, quando se leva a Plenário temas iguais, mas, por  envolver órgãos, empresas e pessoas distintas, são tratados de formas nada convincentes. São vários os assuntos observados e comprovados ao longo de anos e nos últimos meses. O mais recente envolve troca de corpos, o primeiro em junho no hospital São João de Deus e o outro, na semana passada no Serviço Municipal do Luto. A vontade de “se fazer justiça a qualquer custo” fritou o São João, único que ainda se dispõe a receber as esmolas dos SUS, mas ainda não se vê o mesmo em relação ao erro de um dos agentes funerários que, a exemplo dos demais, estão sobrecarregados, emendando dias e noites no trabalho. Apenas os vereadores Edsom Sousa (CDN) e Ademir Silva (MDB) abordaram o assunto até o momento. Os outros nem um pio, ainda. Se assim permanecerem, só vão confirmar que têm, sim, suas preferências e seus paus só batem mesmo de um lado. 

Mérito 

A implantação do Gasoduto na região pela Companhia de gás de Minas Gerais (Gasmig) está caminhando. Uma pesquisa com pessoas de diversos segmentos em Divinópolis e nas demais cidades que serão contempladas está em andamento. O objetivo é identificar quais impactos esses entrevistados acham relevantes para implantação do projeto. Como informou em primeira mão o Agora no início do mês passado, o gasoduto sairá de Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte e terá estações – com nome técnico decity gates” – em São José dos Salgados, Divinópolis e o ponto final será em Ermida. Sonho realizado de muitas pessoas que há anos esperam pela oncretização e que até tiveram participação na tentativa de trazer o projeto, mas nesta fase da conquista o mérito vai para o prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela (PSB), que, com o importante apoio da Agência de Desenvolvimento do Vale Pará/Geec e de Carlos Eduardo Orsini, ex- Gasmig, fez a coisa andar. 

Potente 

A vinda do gasoduto que impulsiona a economia da vizinha Cajuru não é a única ação de Edson Vilela para que a cidade vizinha desse um salto gigantesco no desenvolvimento econômico daquele município. Além de outras empresas que ali se alojaram nos últimos anos, seja com funcionamento ou centro de distribuição, a mais nova indústria que vai se instalar em seu centro industrial gerará 280 empregos. Trata-se de uma farmacêutica do Paraná que escolheu Carmo do Cajuru para a sua matriz, visto a facilidade de ligação com grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A potência na empregabilidade é tanta que o processo de mão de obra hoje se inverteu. Antes, pessoas de lá vinham trabalhar em Divinópolis por falta de oportunidades. Agora, saem ônibus lotados daqui para ter seu ganha pão lá.  Quem sabe, sabe! Quem não sabe é obrigado a aplaudir.

Passou 

O comando do trânsito em Minas Gerais será mesmo desvinculado da Polícia Civil (PC). É o que confirmou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que aprovou nesta terça-feira, 14, o Projeto de Lei (PL), de autoria do governador Romeu Zema (Novo), que cria autarquia Departamento de Trânsito de Minas Gerais. O novo órgão, subordinado à Secretaria de Estado e Planejamento e Gestão, substituirá o Detran. A proposta será apreciada pelas comissões temáticas da Assembleia antes de ir à votação em primeiro turno, no plenário. Relator da proposta, o deputado governista Guilherme da Cunha (Novo) garante que vai melhorar a segurança para o cidadão e a qualidade do serviço prestado. Se o objetivo se concretizar, muita gente vai soltar fogos, pode ter certeza. Precisar destes serviços, atualmente, é pedir para infartar.  

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