Surpresa não...

...protagonista sim. Romeu Zema (Novo) foi sem dúvida o grande protagonista das eleições 2018 em Minas Gerais. Nome que até duas semanas antes da votação não era conhecido pela maioria. Porém, chegou, chegando e, na reta final, mostrou a que veio. Convenceu o eleitorado mineiro e contrariando as pesquisas deixou duas “velhas raposas” para trás. Um, já tirou do seu caminho, o outro terá uma parada torta.

Vingança do velho...

...e aposta no “Novo”. Foi isso que o eleitor mostrou ao ir às urnas neste primeiro turno das eleições. Não somente para a disputa do governo de Minas. Arrancou figuras habilidosas em se manter no poder há anos, como: o presidente do Senado, Eunício Oliveira, Romero Jucá, Lindberg Farias, Magno Malta e muitos outros, como Dilma Rousseff. Seria o início de uma mudança brusca na política? Bem, o “não” nas urnas, parece ser um sinal.  

Lição...

...mas em partes. Muitos comemoram a queda dos citados, família Sarney e companhia, que agora vão procurar pendurar na barra da saia de algum eleito por aí, ou armar algumas estratégias para as eleições municipais. Porém, há outros enlameados sobreviventes. O senador Aécio Neves (PSDB) é um deles. Apesar de todas as acusações, algumas pesadas, ainda conseguiu mais de 100 mil votos. Vai entender. Realmente, “cabeça de gente é terra que ninguém anda”!

Ruim com três...

...pior com dois. Não é pessimismo não, é realidade. Se a cidade andava a pé com dois representantes da Câmara Federal e um na Assembleia Legislativa por causa do montante de demanda, imagine agora. Cleitinho Azevedo (PPS) na ALMG e, Domingos Sávio (PSDB) na Câmara Federal, não darão conta de “transportar água em balde” para apagar uma fogueira que já passa dos seus 50 metros. As chamas, principalmente, na área da Saúde, se alastram a cada dia para situações de perigo maior.

Um com muitos...

...outros por muito pouco. Faltou critério? Talvez. Para alguns eleitores que não sabiam nem o que estavam fazendo na fila, sim. Votaram por votar em nem sabiam em quem. Culpa deles, não. Os políticos os levaram a esta descrença total, apostando todas as fichas em um candidato novo. Foi o que aconteceu com a votação estrondosa de Cleitinho: 115.492 votos. Se houvesse divisão, daria para eleger, pelo menos, mais dois. O consolo é que Fábio Avelar (Avante), da vizinha Nova Serrana, foi reeleito e pode suprir em partes, a falta de um segundo representante estadual. Melhor do que nada.

Novo surpreende...

...e comemora expressiva votação de Romeu Zema que escolheu estrategicamente a região Centro-Oeste como alavanca eleitoral de sua candidatura. O resultado comprova que o eleitorado encontra em Zema um administrador de sucesso e com capacidade para diminuir o tamanho do estado.

Menos secretarias...

...mais dinheiro. Uma das primeiras medidas de Romeu Zema, caso eleito, é colocar um ponto final na velha política do toma lá dá cá e acabar com 12 secretarias estaduais diminuindo de 21 para nove o número de pastas. Trata-se de uma promessa de campanha que, se colocada em prática, a economia com a diminuição de cargos ajudará a colocar em dia o salário dos servidores. Há a promessa ainda de ele dar o exemplo, não recebendo salário de governador, enquanto o dos servidores não estiver em dia. Palavra de empreendedor nato. Aguardemos!

 

 

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