Supermercados alertam para pressão nos preços de alguns produtos

Jorge Guimarães   

Muitos consumidores se assustaram com o aumento de alguns itens nas gôndolas dos supermercados nos últimos dias, boa parte deles considerados de primeira necessidade. Para informar a população, a Associação Mineira de Supermercados (Amis) divulgou carta aberta aos consumidores em que manifesta sua preocupação em relação à pressão de fornecedores nos últimos dias por aumento de preços de alguns produtos vendidos nos supermercados. Os itens citados são: queijo, leite, ovos, feijão, óleo, arroz e alho.

Desafio 

Dentre as informações da carta, o primeiro ponto destacado é que as empresas supermercadistas estão solidárias e trabalhando incansavelmente no enfrentamento da pandemia Covid-19, com os estoques abastecidos e os serviços em pleno funcionamento. No entanto, na busca pela reposição dos produtos, os preços subiram, como conta o presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala.

— O novo desafio tem sido enfrentar reajustes de preço de fornecedores. A pressão por aumentos de custos está concentrada principalmente nos produtos de laticínios em geral, leite longa vida, ovos, feijão, óleo, arroz e alho. Essa pressão por aumentos ocorre neste momento de reposição de estoques. Com a alta demanda geral registrada no início do enfrentamento da pandemia, os estoques, que garantiriam abastecimento durante determinado prazo, foram rapidamente consumidos, o que gerou a necessidade de novas compras junto aos fornecedores. Assim, com o excesso de demanda, os preços sofrem pressão e os fornecedores alegam aumento de custos em seus insumos — avaliou.

Negociações  

Ainda na carta, a entidade destaca que os supermercados estão tentando exaustivamente negociar com seus fornecedores, mantendo a margem de comercialização, evitando que os preços desses produtos sejam reajustados. 

— A reposição se faz necessária para evitar desabastecimento. Como elo final da cadeia de abastecimento entre os fabricantes e os consumidores, os supermercados apenas repassam o custo dos produtos que adquirem da indústria. Lembrando a toda população que não há risco de desabastecimento de gêneros alimentícios e outros itens  — esclareceu o presidente executivo da Amis.

Procon  

A Amis enviou ofícios ao Procon-MG e Governo de Minas, manifestando sua preocupação em relação à pressão dos fornecedores por aumento de preços.  Ao mesmo tempo, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) disse que está mantendo permanente contato com o governo federal.

Colaboração 

A Amis também pede a colaboração dos consumidores para que evitem a formação de estoques domésticos.  Uma demanda excessiva prejudica a negociação dos supermercados com os fornecedores por preços estáveis. E recomenda também a substituição de itens de sua rotina de compras, quando possível, e aquisição de marcas alternativas.

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