Superávit chegou a US$ 297 milhões de janeiro a julho

Pablo Santos

O saldo da balança comercial (exportações maiores que importações) do Centro-Oeste avançou 33% nos primeiros sete meses do ano. Os 76 municípios da região exportaram mais em 2018 e contribuíram para o superávit. No entanto, a balança comercial da indústria retraiu no acumulado do ano.

De acordo com os dados apurados pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a balança comercial atingiu a cifra US$ 297 milhões de janeiro a julho no Centro-Oeste. No mesmo período do ano passado, US$ 222 milhões, representando alta de 33%. O aumento é atribuído as vendas para o exterior. Nos primeiros sete meses, as exportações cresceram 26,9%. As importações do Centro-Oeste também avançaram, mas numa menor proporção: 12,3%.

A indústria regional fechou os primeiros sete meses de 2018 com saldo menor da balança comercial. De acordo com os dados da Fiemg, no ano passado, o saldo estava em US$ 198 milhões e, em 2018, caiu para US$ 177 milhões, representando declínio de 10,8%.

A queda está relacionada ao declínio das vendas da indústria regional para o exterior. As negociações caíram 3,4% em sete meses. Em contrapartida, as importações cresceram 11,3%.

Brasil

No Brasil, de janeiro a julho, o superávit acumulado é de US$ 34,160 bilhões, valor 19,6% menor do que o verificado no mesmo período de 2017. Apesar do recuo, o saldo é o segundo maior para os sete primeiros meses do ano da história, ficando atrás somente do recorde anotado no ano passado.

 A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 67 bilhões em todo ano de 2017, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Segundo a pasta, trata-se do melhor resultado para um ano fechado desde o início da série histórica do ministério, em 1989, ou seja, em 29 anos.

No ano anterior, em 2016, a balança também registrou superávit, mas menor: US$ 47,68 bilhões.

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