Sucesso virtual

Wagner Penna 

 O e-commerce teve um crescimento de 70% após o inicio da covid-19 (dados no Brasil), revelando o novo rumo para o varejo em nosso país. O quesito que mais cresceu entre os segmentos pesquisados, foi o da moda. Ganhou em primeiro lugar, com folga, como que mais cresceu.

   De fato, somente em abril, o segmento de beleza somou crescimento de 130%, enquanto o vestuário alcançou o incrível nível de 118%.

   Esses números dizem muito a respeito do futuro próximo nas vendas. Para começar, o formato mostra que o comércio virtual chegou para ficar. Entre outras coisas, isso representará menos lojas abertas, menos alugueis pagos, menos crescimento imobiliário etc. etc. etc.

 Mas, acima de tudo, quer dizer que quem trabalha com moda terá que se adaptar à nova maneira de mostrar, vender e receber pelo seu produto. Ai o gargalo é enorme, pois a infraestrutura para se consolidar esse novo meio de compra-e-venda está longe de ser perfeito. Traduzindo: embora o crescimento do varejo virtual seja enorme e inevitável, sua plenitude ainda demora algum tempo. 

 

VAIVÉM

  •   Os organizadores do Salão Casamoda (feira de moda realizada em São Paulo) não brincam em serviço. Além de confirmar a edição com lançamentos para o próximo verão da (entre 7 a 10 de julho no Hotel Unique, SP), estão abrindo campo  novo - com um Salão Especial em Brasilia, no final do próximo mês ***

 

  • A curiosidade dos fashionistas e de quem vive em torno do setor de moda , está maior neste mês de de junho. É que começa neste mês as ‘fashion weeks’ européias realizadas somente pela internet - por causa do coronavirus - com as marcas masculinas. Depois, vem a temporada de alta-costura internacional. Já em setembro, alguns desfiles do prêt-à-porter poderão voltar ao formato habitual. No Oriente, o assunto começou em Xangai, China ***.

PONTO FINA: com os protestos em todo o mundo por causa do episódio George Floyd, nos EUA, justa valorização da contribuição de profissionais negros na moda também ganhou destaque. Numa busca pela memória, vieram os nomes das modelos Alek Wek (desde os anos 1980 no vaivém das passarelas) e da brasileira Luana – que, nos anos 1960, desfilou para Dior, Yves Saint-Laurent, Paco Rabane e Courrèges e, depois, tornou-se condessa ao casar-se com o conde de Noialles, na França.

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