SRE Divinópolis

O famoso livro "Poema pedagógico", do escritor ucraniano Anton S. Makarenko, nos aponta experiências geradoras do processo de reconstrução do homem que se inicia com a educação.

Relembrando o filósofo Platão, que foi o pioneiro da pedagogia, o educador precisa, antes de tudo, ser educado e servil. Nas pegadas platônicas, vemos tristemente a experiência de Jean-Jacques Rousseau, vendo seu livro “Emílio ou Da educação” (considerado um tratado sobre a educação - 1792) sendo proibido e queimado em Genebra e Paris. Os poderosos se uniram contra a educação...

Em tempos de tecnologia avançada, a sociedade se esquece que a educação é o alicerce dos povos. Nesse cenário de pouquíssima visibilidade daquilo que é útil, uma instituição se destaca na terra do divino, através de uma liderança acima de seu tempo e sua equipe do mesmo nível. Refiro-me à Superintendência Regional de Ensino (SRE) em Divinópolis.

Luiza Amélia Coimbra, a atual superintendente, no dizer do historiador Suetônio, "vale em ouro o quanto pesa" e possui alma de pássaro, obedecendo sempre às estações do amor profissional.

Vencedora de inúmeras batalhas, nunca se curvou diante dos desafios que a vida educacional nos impõe. Servidora de carreira com enorme legado de profissionalismo exemplar e sempre pronta em reconhecer talentos em gestação. Possui o passaporte para viajar rumo ao perdão e entendimento dos mais fracos. Sempre foi uma mulher de aço e merece voos mais altaneiros ainda... Soube conquistar o pináculo da carreira com competência e sabedoria inquestionável.

Sua vasta riqueza cultural fez dela a "dama do saber divinopolitano". Inúmeras escolas de vários municípios do Oeste mineiro podem comprovar isso. Seu domínio é vasto e não ditatorial.

Posso dizer, poeticamente, que dela é o mar e todos os que a amam. A areia precisa se humilhar perante suas ondas...

Quando as tempestades vierem, balançando tudo, o céu continuará o mesmo, aguardando seus olhos. As amigas serão sempre rochedos te apontando a solidez, sem lucro. Os amigos, o que sempre sonhou sua alma.

A meu ver, o presente é sempre um presente, vindo do futuro para suas mãos, cheia de calos de amor. Dela, falaria melhor o imortal escritor Shakespeare, através de Hamlet:

"Com a majestade, receberá seu tributo, o cavaleiro deverá usar o florete e o escudo. O amoroso não vai suspirar grátis. O ator característico terminará sua parte em paz. O bufão fará rir os que têm pulmões fáceis e a dama poderá dizer o que pensa, livremente".

Parabéns e muitas flores, Luiza Amélia Coimbra!

jocarramos@gmail.com

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