Sondagem aponta queda da produção industrial

Elevada carga tributária foi apontada como o principal problema enfrentado pelos empresários

Pablo Santos

A sondagem industrial de setembro da Fiemg apontou recuo da produção. Os indicadores financeiros do terceiro trimestre revelaram que os industriais estão insatisfeitos com o lucro operacional e com a condição financeira de suas empresas, e sinalizaram dificuldade de acesso ao mercado de crédito.

Conforme a pesquisa, pelo 17º trimestre consecutivo, a elevada carga tributária foi apontada como o principal problema enfrentado pelos empresários.

— Vale destacar a significativa redução das assinalações do item demanda interna insuficiente, em linha com a melhora gradual da atividade econômica, bem como a passagem das taxas de juros elevadas da terceira para a sétima posição no ranking — destacou a nota técnica da Fiemg.

O índice que avalia o número de empregados também revelou queda mensal, mas melhorou historicamente, sendo o mais alto para setembro em sete anos.

— A utilização da capacidade instalada foi inferior à usual para o mês, corroborando a ociosidade ainda elevada da indústria, e os estoques de produtos finais cresceram e encerraram setembro acima do planejado pelas empresas — apontou o estudo da Fiemg.

Produção

Conforme os dados da Fiemg, o índice de evolução da produção caiu 0,9 ponto entre agosto (50,7 pontos) e setembro (49,8 pontos). O indicador mostrou recuo da produção, após dois meses seguidos acima da linha dos 50 pontos – fronteira entre queda e aumento. O fato de setembro possuir menos dias úteis que agosto influenciou o resultado, tendo em vista que os dados não passam por ajuste sazonal.

Em contrapartida, o índice cresceu 5,9 pontos em relação a setembro de 2018 e foi o mais elevado para o mês em nove anos. O indicador de evolução do número de empregados – que permanece abaixo dos 50 pontos há seis meses consecutivos – marcou 48,5 pontos em setembro, sinalizando queda do emprego industrial. O índice apontou relativa estabilidade frente a agosto (48,4 pontos).

No entanto, o indicador aumentou 0,4 ponto na comparação com setembro de 2018 (48,1 pontos) e foi o melhor para o mês em sete anos.

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