Sobe e desce dos juros

 

Jorge Guimarães

A difícil recolocação no mercado de trabalho, que às vezes demora meses, resulta na queda da renda e, por consequência, no descontrole financeiro. E, na hora do aperto, muitos acabam recorrendo às mais diversas formas de empréstimos que existem no mercado. Caminho que muita das vezes não tem volta se a pessoa não souber administrar a opção escolhida, que geralmente é o cartão de crédito ou o cheque especial. Mesmo com a taxa Selic em queda no decorrer do ano, hoje ela está 5,5% a.a., e com projeção de fechar 2019 a 5%, todo cuidado é necessário, e o hábito de discutir o orçamento familiar com a esposa e filhos é a forma mais acertada, mas pouco usada por muitos.  

Assim, saber administrar o orçamento familiar é o primeiro passo para não cair na armadilha do dinheiro fácil, que é ofertado diariamente, principalmente através dos celulares.

Taxas em queda

Como todo cuidado é pouco, o momento é ainda mais delicado, pois a taxa do de juros do cheque especial caiu 11,8% em agosto, comparada a julho, e chegou a 306,9 % ao ano. Já ao longo do ano, em queda, este número chega a 5,7%.

Cartão de crédito

E como o mercado financeiro é conhecido por sua ciranda financeira e de idas e vindas, a taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 6,9% em relação a julho.

Com a chegada do fim de ano e as diversas promoções, como a Black Friday, a tentação é forte em comprar ou não comprar.

Segundo o economista Leandro Maia, apesar da tentação em comprar, é preciso tomar cuidado.

— O consumidor tem que ficar atento, pois, mesmo com a queda das taxas, este percentual dificilmente chega até o consumidor final. E motivo é que 80% do crédito brasileiro pertence a cinco bancos, e eles ditam as regras do jogo. Então, a lei para o consumidor é a de comprar o máximo com pagamentos à vista, porque, assim, além de escapar de possíveis desventuras financeiras, ele ganha um ótimo desconto na hora de efetuar a compra — alertou.

 

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