Só na expectativa

Preto no Branco

A semana do Natal se aproxima e, com ela, a esperança dos servidores que pretendem comprar nem que seja uma lembrancinha para a família e amigos. Muita gente já foi às compras, menos os funcionários do Estado e do Município, exatamente os que ainda esperam pelo menos por um sinal do pagamento do 13º salário. Ao contrário, os presentes neste ano, como em 2018, ficarão para depois. Que o espírito natalino traga daqui a até sexta-feira, boas notícias para estes trabalhadores que, como todo brasileiro, lutam cotidianamente para ter uma vida digna.

Só alegria

Como bem diz a letra de uma música, a vida é mesmo assim, enquanto uns riem outros choram. Ao contrário dos servidores, cabisbaixos e tristes, integrantes do Legislativo e do Judiciário sorriem de um canto a outro da boca. Nesses dois poderes, não têm salário parcelados e as vantagens são pagas rigorosamente em dia. Sinal de que as viagens e festas de fim de ano estão garantidas, e principalmente, os presentes. Muito contraditório, se levado em conta que, quem paga tudo isso para eles, não recebe nem 10% do valor pelo seu mês trabalhado e ainda dividido. Mais uma escravidão disfarçada de liberdade do que direitos que muitos enchem a boca para dizer que foram conquistados.

Abuso total

Por essa e outras aberrações é que se pergunta: dá para levar um país deste a sério? Onde os poderes não se entendem? Cada um quer mostrar que manda mais das formas mais vexaminosas possíveis? Em um país onde políticos querem ter a competência da Justiça? A lei de abuso de autoridade é um exemplo. O Congresso decidir, com claras evidências, que é a favor deles mesmos. Isso que é abuso total, fazer o que bem entender e ainda rir da cara de todo mundo. Até quando? Até quando a população se levantar do sofá e agir. Parar de encher estádios de futebol, onde a corrupção também reina e lotar as ruas exigindo mudanças. Quando o povo quer, ele faz, mas quem diz que Brasil ele quer? Afinal, deixar se corromper é muito mais fácil do que pegar no pesado.

Abuso de autoridade?

Abuso de autoridade é aumentar o próprio salário definindo valor e data para entrar em vigor. É custar R$ 278 mil por mês e mais de R$ 3 milhões ao ano ao pobre assalariado, muitas vezes com o mínimo apenas por mês. Ter dezenas de assessores sem nenhuma necessidade para cumprir promessas políticas. Tudo pago pelo salário suado do povo que rala e é obrigado dar este dinheiro para sustentar mordomias. Ter auxílio-moradia em um país que mal tem rede de esgoto para boa parte da população. Vir falar em abuso e autoridade e moralidade. Nos ajudem! Nem é falta de desconfiômetro não, é de vergonha na cara mesmo!

Todo dia

Os políticos brasileiros, por falta exatamente de quem cobre e vigie, vivem em seu cotidiano em constante abuso de autoridade. E o desafio da coluna é alguém a provar ao contrário. Levando em conta, por exemplo, que eles gastam bilhões do povo com o Fundo Eleitoral, tem os melhores serviços medidos do país, enquanto a população morre a míngua e sequer tem remédio nas farmácias populares, ao contrário, estão falando em cortar a partir de 2020. Mesmo o povo sendo omisso, duvido se houvesse uma votação popular, se os nossos nobres representantes teriam todas essas regalias. É fácil, basta fazer o teste.

Como acabar?

Então, para acabar com o abuso de autoridade, vai uma sugestão: extinguir a corrupção na política, porque é exatamente abusar da autoridade política prática imoral e vergonhosa que gera roubo, tanta desigualdade, a segunda maior do mundo e pobreza extrema para um povo que vive de verdade, trabalha de verdade e não comete esta atrocidade. Quem vive nas condições que os políticos vivem no Brasil, não tem qualificação nenhuma e muito menos moral para falar em abuso e autoridade. Deixa esta questão para quem é de direito, a Justiça, o Ministério Público (MP) e outros com a mesma competência. O resto é conversa mole de muita gente que dá nojo. 

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