Sirene da rede ferroviária de Divinópolis é reconhecida como patrimônio imaterial

Da Redação

A sirene da rede ferroviária de Divinópolis foi tombada como patrimônio imaterial do município na sexta-feira, 11, de acordo com a lei complementar 189 de 25 de março de 2019. A sirene é o som que marca os horários das oficinas desde 1916. 

O prefeito de Divinópolis, Galileu Machado, assinou o decreto em conformidade com os fins estabelecidos na lei, considerando ser dever do poder público conceder proteção especial aos bens culturais de natureza imaterial do município que justifiquem o interesse público na sua preservação. 

A Secretaria de Cultura pediu o tombamento do apito devido à simbologia encontrada no som, que celebra o trabalho na ferrovia, sua ligação tão profunda com a história de Divinópolis e gera laços de identidade, continuidade e aceitabilidade, reforçando a memória coletiva do povo. Por ser acionada dez vezes ao dia e com precisão, o toque da sirene das oficinas passou a ser ouvido como um relógio sonoro por quase toda a cidade, presente no cotidiano dos moradores.  

O prefeito conta que o reconhecimento é muito importante por se tratar de um bem que faz parte da vida dos cidadãos.  

— A sirene da rede sempre foi presente e marcante na vida não só dos divinopolitanos, mas de todos que escolheram nossa cidade para construir suas vidas. Muitos, até hoje, têm o som como marcador de momentos do dia. Resguardar essa manifestação é importante porque ajuda a contar a história de Divinópolis — ressalta Galileu. 

No dia 25 de outubro de 1996, às 17h, a sirene foi silenciada, mas, após solicitação da comunidade, voltou a soar em 1º de setembro de 2000. Desde então, o apito pode ser ouvido dez vezes ao dia em horários específicos. O som também ecoa de maneira constante por alguns minutos todas as vezes que um antigo operário morre. 

— O som que ressoa é memória. Todo morador da cidade já ouviu alguma vez o apito ou tem algo para contar sobre ele. Precisamos dar valor a estes atos singelos, porém que marcam, atravessam séculos e continuam a fazer história — declara Gustavo Mendes, secretário de Cultura.

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