Sintram se manifesta contra o retorno das aulas presenciais na rede pública

Da Redação

O Sindicato do Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) se posicionou oficialmente contrário ao retorno da aulas presenciais na rede pública de ensino.

A manifestação contrária do sindicato acontece uma dia após a Secretária Estadual de Educação, Júlia Sant’ Anna, ter publicado a Resolução 4.420, por meio da qual autoriza o retorno das aulas presenciais em parte dos municípios de Minas. A decisão atinge aos municípios que estão na chamada onda verde, que significa que o risco de contágio pela covid-19 é menor. 

De acordo com a resolução, a medida é válida inclusive para os municípios que não aderiram ao programa Minas Consciente, do governo estadual. Entretanto, a decisão final de reabertura ou não das escolas caberá aos prefeitos. 

As instituições de ensino superior públicas e privadas poderão retomar a partir da próxima semana. Já as escolas de educação básica poderão voltar a partir do dia 5 de outubro. Os protocolos ainda estão sendo definidos. O critério para a retomada é que, no caso das instituições de ensino superior, as cidades estejam incluídas na onda amarela do programa estadual de flexibilização, o Minas Consciente. No caso da educação básica, que inclui educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, é necessário que as escolas estejam em cidades na onda verde.

Nesta sexta-feira, o governo do Estado divulgou a relação das cidades que estão autorizadas a retomar as aulas presenciais. Entre elas, estão 15 municípios que pertencem à base do  Sintram. 

Posição

Nesta sexta-feira, 25, a diretoria do Sintram se posicionou contra o retorno das aulas presenciais. Por meio do vice-presidente, Wellington Silva, o sindicato recomenda aos prefeitos das cidades de sua base que não adotem a medida, por entender que isso ainda é prematuro.

— Como o retorno das aulas está nas mãos dos prefeitos, o sindicato pede responsabilidade aos gestores não autorizando o retorno das aulas nesse momento em que o Estado ainda registra aumento no número de casos e de mortes pela covid-19. Os prefeitos são responsáveis em zelar pela saúde dos servidores e o retorno das aulas presenciais agora seria expor centenas de professores e funcionários das escolas a um risco que pode e precisa ser evitado — disse o vice-presidente. 

Wellington Silva disse ainda que o risco ganha proporções ainda maiores, considerando a grande quantidade de estudantes que voltariam às salas de aulas, a utilizar o transporte público, além de outras situações perigosas, como as inevitáveis aglomerações.

— É uma imprudência absurda o retorno às aulas, quando ainda não há o controle sobre a pandemia. O Sintram se posiciona contra a medida e conta com o discernimento dos prefeitos dos municípios de sua base para que a saúde dos trabalhadores e da população seja preservada — finaliza o vice-presidente. 

 

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