Sintram denuncia condições de trabalhos precárias na Prefeitura

Sindicato afirma que parte da Vigilância Sanitária foi colocada em uma garagem do prédio na avenida Paraná

Pollyanna Martins

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) denunciou ontem as condições de trabalho precárias que os servidores da Secretaria Municipal de Saude (Semusa) estão enfrentando com a mudança da pasta para o Centro Administrativo, na Avenida Paraná. De acordo com o Sindicato, após denúncias de vários servidores, a presidente Luciana Santos, o vice-presidente Wellington Silva, e a diretora de formação sindical, Geise Silva estiveram no prédio e constataram as irregularidades.

Em nota, o Sintram informou que os sindicalistas se depararam com falta de espaço entre mesas de trabalho, e servidores de setores diferentes alojados em um único espaço. Ainda segundo o sindicato, além das condições de trabalho precárias, que desrespeitam as normas de prevenção à Covid-19, os membros do Sintram encontraram também autoritarismo e truculência de chefes, que durante toda a visita impediram os servidores prejudicados de dar informações aos diretores do sindicato.

— Os sindicalistas também observaram que o espaço reduzido vai prejudicar o bom desempenho profissional, além de inibir o acesso da população, já que a Semusa ficou dividia entre os 3º e 4º andares – afirma.

Economia

Conforme denunciou o Sintram, por falta e espaço nos andares onde foram alojados os setores administrativos da Semusa, parte da Vigilância Sanitária será instalada na garagem do Centro Administrativo. Diante a situação, o vice-presidente do sindicato Wellington Silva questionou a economia que será feita pelo Executivo com a ida da pasta para o Centro Administrativo.

— Economia às custas da saúde do servidor? O governo municipal mostra indiferença e desprezo com a saúde e a vida dos servidores, quando determina a volta da carga horária de oito horas diária e aumenta o número de servidores em salas reduzidas. O momento agora é para preservar vidas e não pensar em economia, porém o Executivo age de forma contrária ao que recomendam autoridades de saúde pública do país inteiro – questiona.

Wellington definiu a situação como incoerente, uma vez que enquanto as equipes de saúde preconizam o distanciamento social em suas ações junto à população, o contrário acontece dentro da Prefeitura de Divinópolis.

— Também é preocupante verificar que, em nome de uma economia duvidosa, já que ninguém ainda apresentou números sobre os valores que serão economizados com essa mudança, o Executivo imponha aos servidores condições inadequadas de trabalho, seja pela falta de espaço, seja pelo amontoado de gente em um único setor, ou pelo aumento considerável do risco de contágio – pontua.

Visitas

Segundo o sindicato, além de atender aos pedidos dos servidores da secretaria, a visita feita pelo Sintram ao Centro Administrativo atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho, que instaurou um inquérito para verificar se o município está cumprindo todas as medidas de segurança, como o uso de equipamentos de proteção individual e medidas de segurança para evitar o contágio pela Covid-19. 

— O que nós estamos constatando na comparação com as inspeções feitas no ano passado, é que ao contrário de melhorar, a situação a cada dia continua piorando – conclui.

Prefeitura

O Agora entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura e questionou se houve planejamento para a mudança da Semusa para o Centro Administrativo e se o Executivo tinha previsão de quando a situação seria regularizada. No entanto, até o fechamento desta edição, o Município não havia se posicionado sobre o assunto. A Prefeitura informou apenas que o aluguel do imóvel na rua Minas Gerais era de R $17,2 mil.

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