Sindicatos fazem atos por campanha salarial

 

Maria Tereza Oliveira

Os sindicatos divinopolitanos, temerosos que o pesadelo de 2018 se repita, se articulam em assembleias e manifestações. Para piorar, há um assunto que parecia ter sido superado: o projeto de ‘Segregação de Massas’. Além disso, o Sindicatos dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis (Sintram), Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal de Divinópolis (Sintemmd) e Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute) têm mais uma preocupação: a reforma da Previdência.

Embora o projeto de ‘Segregação de Massas’ tenha sido retirado da pauta de votação da Câmara na reunião realizada no dia 28 do mês passado, ele ainda causa desconfiança por parte dos servidores.

De volta à segregação

O ‘Segregação de Massas’, desde que foi proposto, causou polêmica e até revolta de sindicatos e servidores. Após muitas discussões na volta do projeto, foi realizada uma audiência pública no dia 26 de fevereiro passado. Na ocasião, sindicalistas, vereadores e servidores debateram sobre o assunto.

A primeira proposta, de autoria do Executivo, foi enviada para a Câmara em outubro do ano passado. O projeto de lei complementar de ‘Segregação de Massas’ tem o intuito de revisar a forma da contribuição, aplicação e custeio dos recursos do fundo que reúne verbas para pagamento da aposentadoria e outros benefícios do funcionalismo público municipal.

Conforme afirma o proprietário da RTM Consultoria e Associados, Thiago Costa Fernandes, que presta serviço ao Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev), o projeto é uma forma de equacionamento do déficit do Diviprev. De acordo com ele, a dívida é de R$ 900 milhões.

Reforçando o “não”

O Sintemmd, através de nota, pediu mais uma vez para que a Segregação de Massas não seja votada.

De acordo com o Sindicato, ao analisar as projeções do plano financeiro, perceberam que a Administração terá de arcar por seis anos com duas folhas de pagamentos, sendo uma de servidores ativos e uma de inativos.

— Acreditamos que apenas medidas de estado, e não de governo, conseguirão solucionar o problema. Enquanto não forem realizadas ações que visem ao bem comum, não apenas ao bem político e/ou administrativo das gestões, que são passageiras, os problemas persistirão. Com isso, eles ficarão cada vez mais graves, gestão após gestão — salientou.

Assembleia

Foi realizada ontem uma assembleia geral unificada do Sintram e Sintemmd com o intuito de discutir e definir a pauta de reivindicações do funcionalismo municipal neste ano, que será levada para a mesa de negociação com a Prefeitura.

A prioridade é a Campanha Salarial e, de acordo com o Sintram, agora, mais do que nunca, é o momento dos servidores se unirem para se atentar aos acontecimentos que envolvem a categoria.

Evitando o pesadelo

Em 2018, os salários dos servidores municipais, principalmente os da área da educação, foram castigados com atrasos no pagamento. O 13º, por exemplo, que deveria ter sido quitado em dezembro, foi depositado apenas nesta semana e ainda não foi pago em sua totalidade.

Os servidores também estão insatisfeitos com a revisão inflacionária prevista na lei do gatilho que não foi aplicada na Prefeitura. O gatilho de 2019 ficou em 4,59% e, embora o Executivo não tenha cumprido a obrigação, a Câmara o fez.

A presidente do Sintram, Luciana Santos, destacou que o momento exige de todos os servidores muita responsabilidade e união.

— É preciso que cada servidor tenha consciência da responsabilidade de participar desta assembleia. A campanha salarial é o principal momento de atuação do sindicato, mas essa atuação depende do apoio e união do trabalhador durante toda a campanha. O cenário não é positivo, então será preciso luta para assegurarmos nossos
direitos — disse.

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