Sindicato da Educação convoca paralisação

Saúde decide entrar em greve a partir desta quinta-feira; Hemominas pode ser afetado

Matheus Augusto

O governador Romeu Zema (Novo) deve receber a visita de educadores e educadoras de todo o estado amanhã. Isso porque o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) convocou a paralisação das atividades para um protesto na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. A unidade do sindicato em Divinópolis também aderiu ao movimento e está organizando uma caravana até a capital mineira para fortalecer a cobrança do reajuste do piso salarial e a perspectiva do 13º salário.

O Agora conversou com a coordenadora do Departamento de Políticas Sociais do Sind-UTE em Divinópolis, Maria Catarina Laborê. Segundo ela, o número total de escolas que irão aderir ao movimento só poderá ser confirmado hoje, último dia para as instituições de ensino comunicarem pais e alunos se vão paralisar as atividades ou não.

— Por enquanto, em torno de 40% das escolas já deram um retorno positivo — explicou.

No entanto, Maria Catarina declarou que, até o momento, a adesão para participar do ato em Belo Horizonte está baixa.

— Nós estamos organizando as caravanas, que já tem quase 15 nomes. Talvez a gente faça uma caravana única do Centro-Oeste, dependendo do número — explicou.

Programação

A coordenadora ainda informou que, antes do ato, os educadores devem participar de uma audiência pública, às 9h30, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater questões como o fechamento de escolas no estado e a fusão de turmas.

Após a audiência, os educadores seguem para a Cidade Administrativa, para onde o principal ato está programado.

— Nós vamos à Cidade Administrativa fazer vigília de luta pelo pagamento do piso salarial profissional nacional e o 13º de 2019, que nós ainda não temos notícia de como será, e exigir que o Estado cumpra a Constituição estadual, na sua emenda 97, que garantimos com luta no ano passado. É o único estado do Brasil que tem uma emenda garantida na Constituição pelo pagamento do piso. Então qual é o diferencial? Quando se anuncia o reajuste do Ministério da Educação (MEC), é preciso que ele se transforme em projeto de lei, passe pela Assembleia. Agora o reajuste estando garantido na Constituição do Estado, não precisa [passar por esse processo]. Anunciou, paga. Acontece que o Zema nos deve 4,17%, que foi o reajuste do piso salarial do magistério, desde fevereiro. Anunciou em janeiro de 2019 e até agora não pagou — conclui Maria Catarina.

Saúde

Após uma assembleia geral ontem, os servidores estaduais da Saúde decidiram entrar em greve a partir desta quinta-feira, 7. A categoria deseja o mesmo acordo salarial que está sendo negociado com os profissionais da Segurança Pública, de 28,8%.

Em Divinópolis, devem ser afetados a Superintendência Regional de Saúde (SRS) e o Hemominas. A SRS informou ao Agora que, caso a decisão seja mantida, a superintendência vai comunicar como procederá diante da situação.

Segundo o Sindicato Únicos dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), a busca é por um tratamento igual das categorias. Ainda de acordo com o sindicato, a intenção é que o governo oficialize suas promessas.

— Na última assembleia dos trabalhadores da Saúde de Minas Gerais, o governo estadual afirmou, por telefone, que busca os mesmos termos da negociação dos servidores da Segurança. Essa é a reivindicação dos trabalhadores da Saúde, porém nada de concreto e oficial foi apresentado pelo governo — detalhou o Sind-Saúde.

Os servidores da área estão em estado de greve desde o último dia 21.

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