Setor de prestação de serviços demite em três meses seguidos

Entre março e maio, ocorreram 2.512 desligamentos na cidade

Da Redação 

A atividade de prestação de serviços segue sendo a com o maior impacto negativo no período de pandemia. É o reflexo da ação das prefeituras que foram obrigadas a fechar o comércio de rua, mesmo que em datas alternadas. 

Em Divinópolis, onde muita gente perdeu o emprego, segundo as entidades de classe, apenas o setor do comércio emprega mais de 15 mil pessoas e os efeitos já são sentidos.

Caged

Os números registrados na cidade refletem a realidade de diversos municípios brasileiros. Segundo o levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre os meses de março e maio deste ano, ocorreram 2.512 demissões entre os segmentos da agropecuária, construção, indústria em geral, comércio e reparação de veículos e serviços. Abril foi o mês que mais somou números de desligamentos, com 1.531. No segmento de prestação de serviços os dados apontam 683 vagas a menos, que só perdem para os desligamentos no setor da indústria em geral, num total de 730. Mas a maior quantidade de demissões ocorreu no setor do comércio e reparação de veículos, que registrou 917 entre março e maio. 

Perda do emprego 

A pesquisa mostrou também que os números caíram de 1.531 demissões em abril para 779 em maio, numa proporção de 49%. 

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luiz Angelo Gonçalves, diz observar que a perda de empregos é muito evidente nesse cenário de pandemia em que há restrição de trabalho, principalmente nos setores do comércio e prestação de serviço.  Segundo ele, foram milhares de vagas perdidas de março a maio, isso sem considerar os dados de junho.

— É muito grave esta perda de emprego, ela foi suavizada devido às medidas do governo federal, como a redução de jornada de trabalho e a suspensão temporária do contrato de trabalho. Essas medidas, somadas a alguma linhas de créditos para financiamento de folha de salário, conseguiram segurar muitos empregos na nossa cidade. As projeções que a gente fazia eram até piores do que este cenário atual, mas o que preocupa neste momento é que a suspensão temporária do trabalho e a diminuição da jornada eram válidas por 90 dias, e já acabou, e se o governo não realinhar as medidas para mais tempo, o potencial de desemprego passa a ser muito grande e preocupante. Neste contexto é importante que a Prefeitura tenha pensando na possibilidade da abertura do comércio aos sábados e na flexibilização do horário do comércio para funcionar entre as 10h e 19h. Se essa situação não mudar, poderemos ter uma nova onda de desemprego — disse Luiz Angelo Gonçalves.

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