Servidores estaduais fazem ato unificado e querem salário no 5º dia útil

Gisele Souto 

Pouco mais de um mês após encerrar uma greve, os servidores da educação no Estado pararam novamente. Desta vez, a reivindicação não foi reajuste de salário, mas o pagamento em dia. O protesto foi articulado depois que o Governo do Estado informou que não pagaria a primeira parcela no dia 16, esta quarta-feira, como prometido.

O protesto foi confirmado mesmo depois de o Estado anunciar na noite de terça-feira que efetuaria o pagamento na próxima sexta-feira, 18. Em várias cidades de Minas, servidores pararam. Alguns foram para Belo Horizonte, onde a concentração foi maior, outros ficaram em casa. Em Divinópolis, não foi diferente. Em algumas escolas, não houve aula e funcionários da Superintendência Regional de Ensino (SRE) também não foram trabalhar. 

O ato 

Trabalhadores da Educação e da Saúde realizaram ontem um ato unificado em frente ao Palácio da Liberdade. Os manifestantes foram cobrar do governador Fernando Pimentel (PT) o pagamento dos salários no 5º dia útil de cada mês e repudiar a decisão de adiar para a próxima sexta-feira o pagamento da primeira parcela dos salários.

Foram usadas muitas bandeiras, faixas com cobranças, cartazes e gritadas palavras de ordens. Depois do ato, os manifestantes desceram em passeata à Praça Sete, no centro da capital, onde encerraram as atividades do dia de paralisação geral. Centenas de pessoas participaram com caravanas que vieram de todas as regiões do Estado.  

A coordenação foi do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Sisipsemg e Sind-Saúde. 

Divinópolis 

A SRE informou à reportagem do Agora que balanço realizado até ontem por volta das 16h mostrava que dez escolas na cidade aderiram totalmente e oito parcialmente. Já na Superintendência, 36 dos servidores aderiram ao protesto geral. São 35 escolas no total e cerca de 22 mil alunos. A SRE não tinha ainda a informação se, a exemplo de outros municípios e Belo Horizonte, a paralisação prossegue até sexta-feira. 

Ação 

O Sind-UTE MG já ajuizou ação para obrigar o Estado a pagar no 5º dia útil, mas ainda não há decisão. De acordo com o sindicato, os educadores estão em estado de greve, o que dá condições à entidade de convocação de mobilização e paralisações de acordo com a necessidade.

Diante da situação extraordinária de não pagamento do salário na data informada, o sindicato convocou paralisação geral para ontem e manutenção da paralisação geral até o pagamento da primeira parcela dos salários.

— Se o governo pagar na sexta-feira, a paralisação se encerra nesta data — resume o sindicato.

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