Servidores da Educação protestam contra a reforma da Previdência

 

Ana Laura Corrêa

O primeiro dia de aulas das escolas estaduais, ontem, foi marcado por paralisação das aulas. A pausa se deu como forma de manifestação contra a reforma da Previdência, proposta pelo presidente Michel Temer (MDB), e também contra os descumprimentos de acordos por parte do Governo de Minas Gerais.

O início das aulas deste ano estava marcado, inicialmente, para o dia 5 de fevereiro. A data, no entanto, foi remarcada.

— A gente acredita que o início das aulas foi adiado para ontem para economizar no pagamento dos contratados — afirmou a integrante da diretoria de políticas sociais do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindiute), Maria Catarina Laborê.

Adesão

Em Divinópolis, o movimento teve baixa adesão por parte das escolas estaduais. A Escola Estadual Joaquim Nabuco, no Centro da cidade, por exemplo, teve aulas normalmente.

De acordo com Maria Catarina, a adesão à paralisação foi maior na região.

—No Centro-Oeste tivemos cerca de 42% das escolas paradas. No estado, tivemos o conjunto de mais de 50% das escolas estaduais paralisadas — afirmou.

Manifestação

Em conjunto com a paralisação, o Sindiute e outros sindicatos da cidade realizaram uma manifestação na tarde de ontem.

A concentração aconteceu na praça da Catedral. Às 16h, a manifestação seguiu com faixas e carro de som, sobre o qual havia um caixão com a frase: “Aqui jaz a reforma da Previdência”, pela avenida 1° de Junho até o quarteirão fechado da rua São Paulo.

Reivindicações

Uma das pautas da paralisação e da manifestação estava relacionada com o governo estadual.

—Entre as reivindicações estão o cumprimento dos acordos que o governador Pimentel assinou com a gente no ano de 2015. Além disso, em 2018, nós tivemos outro reajuste pelo Ministério da Educação (MEC) de 6,7%, que não foi repassado.  Há ainda a nossa indignação com o parcelamento do 13° salário. Também estamos tendo problemas sérios com o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), devido à falta de pagamento dos prestadores, que ele começou a fazer, mas parcelado — disse Maria Catarina.

Agenda

Outra paralisação da educação estadual já está marcada para o dia 28 próximo, quarta-feira.

—A próxima manifestação será específica das questões do Sindicato junto ao estado. A de hoje a gente já sabia que seria um fracasso devido ao início do ano letivo, mas em relação à próxima, acreditamos que teremos uma participação muito grande devido a todas as questões pendentes com o governo de Minas — finalizou.

 

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