Semusa agirá contra coronavírus apenas quando acionada, informa Prefeitura

Da Redação

A chegada de divinopolitanos de viagens internacionais tem causado preocupação na cidade. Um grupo com 12 pessoas desembarcou na segunda-feira, 9, por volta das 14h, em Belo Horizonte, após uma excursão religiosa à Itália. As fotos publicadas pela agência de viagem mostram o grupo em diversos pontos turísticos do país europeu. O grupo, que pertence à Renovação Carismática, da Igreja Católica, contou com a presença de duas crianças – uma que estuda na rede estadual e outra em um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei).

Apesar da apreensão, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) voltou a ressaltar que a responsabilidade, nesses casos, é do Estado.

— Esse acompanhamento foi feito pelo Estado. A Semusa só vai agir caso seja solicitada por algum monitoramento — informou.

Em nota, a Diocese Divinópolis disse que a viagem foi realizada de forma particular e não contou com a organização da entidade.

Recursos

A confirmação do primeiro caso em Divinópolis levou o deputado federal Domingos Sávio (PSDB) a se reunir com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, na tarde desta segunda-feira. Durante o encontro, o parlamentar cobrou mais investimentos na saúde pública da cidade como forma de gerar um impacto positivo nos 54 municípios que compõem o Centro-Oeste. Segundo Domingos, ao fim da conversa, o secretário se comprometeu a buscar alternativas para reduzir a dívida do Estado com o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), nos anos de 2017 e 2018.

 — Com o risco de uma epidemia, temos que fortalecer o São João de Deus e deixá-lo mais bem preparado para ter condições de enfrentar a doença e oferecer tratamento a toda a população. Eu fui lembrar ao secretário que o Estado está devendo o hospital. Fiz um apelo a ele para priorizar o pagamento dos atrasados e manter em dia as obrigações do Estado com o Complexo de Saúde — destacou o deputado.

Ainda de acordo com Domingos Sávio, a intenção da secretaria é de amortizar a dívida em até R$ 1,3 milhão.

Para o assessor-geral do São João de Deus, André Waller, a atitude contribuiria para a instituição, uma vez que o CSSJD é o maior hospital-geral do Centro-Oeste de Minas e possui, atualmente, 222 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) autorizados pelo Ministério da Saúde.

— Porém, com o não pagamento de antigas dívidas do Governo de Minas com o São João de Deus, os recursos que chegam para subsidiar os custos não estão atendendo às atuais demandas — ressaltou Waller.

Mudanças nos cultos

Diante da preocupação com o coronavírus, a diocese também publicou uma série de medidas para evitar o contágio do vírus aos fiéis, com o lema “Prevenção também é expressão de compaixão!”. O documento, datado do dia 4 deste mês e assinado pelo bispo Dom José Carlos de Souza Campos, foi divulgado ontem.

— Diante da ameaça que, a cada dia, vem se tornando mais próxima e preocupante da expansão do contágio do coronavírus e sendo conhecida a informação de casos suspeitos no estado, determinamos que, no âmbito das celebrações litúrgicas ou nas concentrações de pessoas para algum fim religioso nesta nossa diocese, não haja união das mãos para o Pai-Nosso, não seja dado abraço da paz e que a comunhão seja recebida somente nas mãos — destaca.

Outra restrição diz respeito às celebrações marcadas para o dia 10 de abril.

— Durante a celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-Feira Santa, não haja o beijo na cruz, que pode ser substituído pela contemplação silenciosa da cruz, conforme indicação do próprio Missal Romano — destaca.

A Diocese também solicita que “as pessoas com sintomas de resfriado ou gripe não participem das celebrações e reuniões na Igreja”. O objetivo é evitar a transmissão do vírus, uma vez que se trata de um ambiente com grande aglomeração de pessoas.

— Sabemos que há outras formas de contágio, mas não custa ocupar-nos destas prevenções, mesmo que sejam insuficientes, a fim de que possamos colaborar com as iniciativas dos segmentos de saúde dos municípios e para que não sejamos uma coletividade descuidada e irresponsável neste tempo de expansão deste vírus — informa.

Por fim, a diocese afirma espera para que, em curto tempo, a situação seja superada e as tradicionais práticas sejam retomadas.

— Neste tempo, em que sabidamente as pessoas das cidades de nossa diocese estiveram, estão ou estarão em países e locais onde poderiam contrair o vírus (aeroportos, peregrinações e outras viagens), pedimos que todos se atenham a estes cuidados. Atribuímos a cada fiel a parcela de responsabilidade e de seriedade no acato desta determinação — finaliza.

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