Sem surpresas

Batendo Bola

 

José Carlos de Oliveira

 

jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Sem surpresas

 

Terminada a fase de classificação do Campeonato Mineiro 2021, e definidos os quatro times que seguem na briga pelo título da temporada e vão disputar as semifinais em duelos de ida e volta, não há nenhuma surpresa. Seguem na competição aqueles que têm as maiores receitas e melhores condições para formar grupos qualificados e que desde o início despontavam como favoritos: os três grandes de Belo Horizonte, mais o Tombense, da cidade de Tombos, que é gerido por Eduardo Duran, empresário do futebol, e que tem em mãos direitos sobre dezenas de jogadores espalhados pelo Brasil afora.

 

Mais que obrigação

 

Com projeto de fazer um time campeão e buscar grandes conquistas deste o ano passado, e com um investimento de mais de R$ 400 milhões só em contratação de jogadores – sob a batuta de mecenas milionários – o Atlético não fez mais do que sua obrigação ao terminar na primeira posição na classificação geral, com 27 pontos somados em nove vitórias e apenas duas derrotas (uma delas no clássico contra o Cruzeiro), e segue como o grande favorito ao título. Qualquer outro resultado ao final será uma tremenda zebra.

 

Para o gasto

 

Na segunda posição, com 22 pontos ganhos, o América não fez a campanha que se esperava dele neste ano, principalmente pelo fato de o time ter subido (com méritos) para a Série A do Campeonato Brasileiro deste ano e poder usar o estadual como uma preparação para a competição nacional. Com altos e baixos neste início de ano, o Coelho tem vantagem nas semifinais frente a Raposa, mas – ao contrário do que poderia se esperar há bem pouco tempo – já não pode mais ser apontado como favorito à final. Tem, sim, projeto mais longo e solidificado, mas longe de ter um time superior ao Cruzeiro. Serão dois duelos de grande emoção e sem previsão de vencedor.

 

Na hora certa

 

Eliminado das semifinais do ano passado e ainda montando um time para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro começou o estadual claudicante, chegando mesmo a ficar ameaçado de não se classificar para as semifinais, mas, sob o comando de Felipe Conceição, cresceu de produção na hora certa – foram seis vitórias nos últimos sete jogos, incluindo a classificação na Copa do Brasil – e garantiu a terceira posição na tabela até que com certa tranquilidade.

Nas semifinais com o América, o peso da camisa vai influenciar e os jogadores sabem que serão cobrados pelos torcedores, mesmo com muitos colocando o Mineiro em segundo plano na Série B. Em campo, independente do momento do time, estará é o Cruzeiro, e a obrigação é de lutar pela vitória sempre.

 

Bom investimento

 

Sobre a quarta vaga das semifinais, que ficou com o Tombense, que chega à fase decisiva pela segunda temporada consecutiva, não há muito a se falar. Garantiu o lugar aquele que tinha mais bala na agulha para contratar os melhores jogadores. À frente da equipe,  Eduardo Uram ‒ que tem sob seus cuidados a carreira de centenas de jogadores espalhados pelo Brasil e o mundo, e pode se dar ao luxo de montar um bom time, mesmo em tempos de pandemia e sem a presença da torcida em campo.

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