Sem receber do Estado, Samu mantém serviços

Anna Lúcia Silva

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enfrenta novamente dificuldades por atrasos nos repasses do governo estadual e municípios consorciados. Entretanto, as atividades de salvamento continuam normalmente em toda região Centro-Oeste, como reforçou o diretor, José Marcio Zanardi.

Ainda segundo a diretoria do Samu, até o momento há cerca de cinco mensalidades atrasas por parte do governo Estadual, que contribui com 50% da manutenção. Há também atrasos quanto aos municípios que integram o Cis-Urg, contudo, a gestão trabalha com planejamento e reservas de recursos, o que garante fôlego ao serviço eliminando até a presente data a hipótese de paralisação.

— O serviço continua normalmente, não vamos parar por falta de repasses. Já vivemos situações semelhantes em outras ocasiões e não foi motivo para suspender os atendimentos. Trabalhamos com uma gestão eficiente de recursos sempre com o pensamento no presente, sobretudo, no futuro. Afinal, o Samu já faz parte de toda dinâmica de saúde e salvamento do Centro-Oeste. Sabemos dessa importância e os municípios consorciados também — disse.

A situação econômica dos municípios em Minas e de todo país continua em estado crítico pela falta de repasses importantes para manutenção de serviços essenciais para a população. Entretanto, há um esforço contínuo para manter a assiduidade dos pagamentos das parcelas ao Samu, como também ressalta Zanardi.

— Continuamos entendendo que a situação não é boa para nenhum gestor, afinal também somos gestores de recursos e sabemos de todas as dificuldades. Sempre que há oportunidade faço questão de ressaltar o compromisso que todos os municípios têm com o Samu e agradeço por isso. Afinal, o Samu, como já disse, já faz parte da rotina da população do Centro-Oeste. O Samu é de todos nós —, ressaltou Zanardi.

Débitos em atraso

De acordo com José Marcio, o Estado deve ao Samu metade da parcela de custeio de agosto, bem como os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. “O último recurso financeiro que recebemos do Estado, cuja parcela mensal é de R$ 1,6 milhão mais R$ 660 mil que são recursos federais que chegam ao Estado para serem repassamos até nós, que somam em torno de R$ 2,2 milhões nós recebemos no mês de dezembro de 2018. A parcela federal só é devida o mês de dezembro, e está em via de transferência, já que o estado já recebeu da União e agora está transferindo para o Consórcio”, ressaltou.

Ele completa ainda que a atual crise é comum a outros Consórcios de Minas.

— A nossa situação não é diferente dos outros consórcios no Estado de Minas Gerais. recebemos em dezembro R$ 808.000 que se refere a 50% da parcela do mês de agosto, portanto, estamos sem receber praticamente quatro meses e meio. São recursos financeiros por parte do governo do estado que mantém mais de 50% do nosso orçamento para funcionamento do Samu —, enfatizou.

 Ele finalizou informando sobre uma reunião que pode definir a situação.

— Amanhã todos os consórcios com a AMM estarão reunidos na Secretaria de Estado de Saúde, que deverá nos passar um calendário de repasses do recurso. Essa é a nossa expectativa. No momento não há nenhum risco de paralisação, o serviço continua normalmente, mas temos grandes dificuldades de pagar a folha do mês de janeiro casos os recursos federais e estaduais não cheguem até o Consórcio. Essa é a situação oficial —, finalizou José Marcio.

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