Seis vereadores são afastados em Nova Serrana

Da Redação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Divinópolis e a Polícia Civil deflagraram na manhã de ontem, 7, a operação “Kobold”, na Câmara de Vereadores de Nova Serrana. O Grupo, que pertence ao Ministério Público (MP), e a Polícia Civil começaram a cumprir os mandados de busca e apreensão nos gabinetes dos parlamentares às 6h. O intuito da operação foi de combater o crime de peculato e desvio. Segundo o Ministério Público, as investigações começaram em abril do ano passado, e apuravam as denúncias de existência de assessores fantasmas na Câmara.

Como resultado da averiguação, foram afastados do cargo o presidente da Câmara, Osmar Santos (Pros), o vice-presidente, Valdir das Festas Juninas (PCdoB), os vereadores Valdir Mecânico (PCdoB), Juliano do Boa Vista (PSL), Gilmar da Farmácia (PV) e Adair da Impacto (Avante), além de oito servidores fantasma. Conforme informou o MP, também foram expedidos mandados de busca para as casas e para os gabinetes dos vereadores e para as residências dos assessores de fachada. Participaram da operação 29 policiais militares e 25 policiais civis.

O promotor público que está à frente da investigação, Ângelo Ansanelli Júnior, informou que foram apreendidos, dentro dos gabinetes, computadores, celulares e documentos ligados ao esquema de corrupção. Ainda de acordo com o promotor, foram apreendidos notebooks na casa de dois vereadores. Na residência de um dos parlamentares, a Polícia encontrou uma arma de fogo sem registro. Segundo Ângelo, será solicitada uma perícia nos computadores e celulares encontrados, e, após uma análise nos documentos encontrados e oitiva dos envolvidos, o MP oferecerá à Justiça denúncia por peculato e desvio.

Mais esquema

De acordo com o MP, durante a operação de ontem, outro esquema fraudulento praticado pelos parlamentares foi descoberto. Segundo o Ministério Público, ainda não se tem certeza de como funcionava, mas, ao que tudo indica, o esquema envolve agendamentos para a realização de cirurgias e tratamentos de saúde, o que não compete ao Poder Legislativo. O sistema será investigado pelo MP.

Denúncia

Conforme informou o Ministério Público, as investigações começaram há um ano e, na ocasião, a Polícia Civil chegou a ir ao Poder Legislativo em busca de provas, porém nada foi apreendido.

Câmara

A Câmara de Nova Serrana comunicou que a operação foi acompanhada pelo setor jurídico e que uma nota seria enviada à imprensa.

 

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