Seis tendências do varejo

Marcos Fábio 

Olá, caros leitores! Esta coluna está sendo escrita da minha visita a Dusseldorf, na Alemanha, durante a minha ida à Euroshop.

Hoje falarei da palestra que talvez tenha sido a mais significativa para mim dentre as mais de 700 que aconteceram por lá: “As seis tendências do varejo para os próximos anos”. Essas seis tendências foram fruto de entrevistas com consumidores ao redor do mundo, inclusive no Brasil, e retratam o desejo e o comportamento dos consumidores. Vamos a elas:

  • Continuous adaptation (adaptação contínua)

A necessidade de ambientes de lojas acessíveis, fluidos e flexíveis para ajudar os varejistas a testarem e aprender continuamente sobre os processos e ambientes, no próprio local e sem interrupção dos negócios. A loja deve ser um ponto de observação e pesquisa contínua do comportamento do consumidor, se adaptando a ele de forma ágil.

  • Artificial inteligence and big data (inteligência artificial e grandes dados)

Como a inteligência artificial e os grandes dados estão sendo utilizados para desenvolver ou melhorar experiências e como as práticas do cliente podem ser aproveitadas. Por aqui, vi softwares poderosos lendo o consumidor continuamente na loja, observando onde ele para, para qual altura ele olha, onde se abaixa... Enfim, dados e mais dados para compreender o comportamento do consumidor, gerando informações para serem utilizadas pela inteligência artificial, melhorando a interação da máquina com o homem.

  • WOW Factor – In store experience (fator uau! – Experiência na loja)

Fique em sintonia com as tendências e experiências. Quando um cliente experimenta o WOW, você está dando uma surpresa agradável. Você está excedendo as expectativas deles, atendendo às necessidades de maneira cuidadosa e inesperada. É uma expressão do seu interesse autêntico na pessoa que procura seus serviços, não apenas na transação. O fator WOW é o que faz o cliente tirar a selfie e compartilhar.

  • Co-Creation/personalization (cocriação/personalização)

As experiências dos clientes estão sendo observadas e aprimoradas, criando interação individual ou localizada com produto e o espaço nas lojas. Visitamos a loja Globetrotter, vencedora do prêmio “Melhor Loja do Mundo” em 2017 e que é focada em artigos para aventura. Ela possui uma câmara fria dentro da loja para você testar qual melhor roupa lhe protege do frio extremo.

  • Purpose driven/conscientious consumer (orientado a propósito / consumidor consciente)

Entenda quanto os valores e princípios de um consumidor desempenham um papel em sua decisão de compra e como um varejista pode utilizar produtos e práticas sociais ou sustentáveis para atrair o consumidor. Visitamos a rede Aldi de supermercados, que trabalha certificação de origem em vez de marcas, e que possui nas cabeças de gôndola um forte apelo de exposição dos produtos bio, sem falar no “pfand station” que lhe devolve créditos para serem usados no supermercado, quando você devolve uma lata ou garrafa plástica.

  • Collaborations and alliances (colaborações e alianças)

Como a parceria continuada dentro da cadeia de valor continuará mudando o cenário do setor de ambientes de varejo. Por aqui, a Starbucks mantém a estratégia de colocar dentro de lojas de roupa, farmácias, calçados etc. um quiosque seu. A colaboração faz com que um negócio gere fluxo para o outro. Importante dizer que, segundo os especialistas, a alimentação pode salvar o varejo, uma vez que esta é geradora de fluxo contínuo. Boas parcerias com empresas de alimentação são bem-vindas na loja.

Todas essas seis tendências e novidades da Euroshop 2020 você poderá conferir no seminário Euroshop Brasil Trends, que faremos pelo Brasil a partir de março. Para saber mais, me acompanhe nas redes sociais, nas quais divulgaremos as datas e os locais onde realizaremos o seminário.

Grande abraço e bom fim de semana a todos!

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