Sebrae apresenta protocolo de segurança para reabertura de lojas de rua e shoppings

Da Redação

A pandemia do coronavírus paralisou o comércio das lojas de rua e shoppings centers de todo o mundo. No Brasil, em muitos estados, depois de meses com as portas fechadas, as medidas de afrouxamento do isolamento social estão sendo iniciadas e aos poucos as atividades econômicas começam a ser retomadas. Cada estado e município está definindo, por meio de decretos, as datas de abertura dos comércios. Com objetivo de apoiar os micro e pequenos negócios nesse movimento de retomada, o Sebrae criou uma série de protocolos com medidas de segurança para diversos segmentos de atuação. Um dos setores com maior representatividade no país, o varejo tradicional, reúne mais de 2,5 milhões de pequenos negócios e respondia, antes da crise, por mais de 4 milhões de pessoas empregadas.  

protocolo elaborado pelo Sebrae para esse segmento é baseado nas orientações de instituições oficiais nacionais e internacionais, tais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Organização Pan Americana de Saúde (Opas), Ministério da Economia, Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A primeira orientação para todos os lojistas é observar os decretos estaduais e municipais, que irão estabelecer as normas gerais e específicas de funcionamento para cada tipo de estabelecimento comercial. Dadas as dimensões territoriais brasileiras e a disparidade existente no sistema de saúde, muitas vezes entre municípios do próprio estado, é fundamental o respeito às orientações das autoridades locais de saúde.   

O coronavírus ainda é uma doença relativamente recente, que já mostrou seu alto poder de contágio, por isso, é importante focar na prevenção. Já é sabido que o período de incubação do vírus pode variar de 4 a 14 dias, o que significa que podemos conviver diariamente com infectados assintomáticos. Ou seja, que não apresentam os sintomas descritos e, por isso, podem se tornar disseminadores silenciosos da doença. Assim, manter controles rígidos de higiene é fundamental. Muitos dos estudos sobre o novo coronavírus ainda estão em andamento e nem todos os protocolos de higiene e segurança foram confirmados e/ou declarados pelo Ministério da Saúde. Nesse contexto, é de extrema importância acompanhar diariamente as atualizações voltadas para o varejo e implementar somente aquilo que estiver oficialmente estabelecido.

Com a reabertura de lojas em geral, o primeiro cenário a ser observado é o ambiente de trabalho dos colaboradores. Uso de máscaras e disponibilização de álcool em gel faz parte do novo normal, e é compulsório a todas as lojas. Para além disso, algumas modificações são sugeridas a fim de restringir ao máximo a possibilidade de contágio. É importante criar na empresa uma área de chegada para os profissionais com álcool em gel para higienização das mãos e medidas para higienização das solas do sapato, como um borrifador com álcool 70% ou tapete com desinfetante. Oriente as pessoas a levarem a menor quantidade possível de objetos pessoais nas bolsas, que devem ser higienizadas e guardadas em local específico. Mesas, superfícies e objetos de trabalho devem ser higienizados com desinfetante de hora em hora. Quanto mais arejado o local de trabalho melhor, portanto se puder dispensar o uso do ar-condicionado e abrir as janelas é melhor.

Planeje um espaço separado para recepção de mercadorias, estoques e outros insumos. Denomine esse espaço de área suja. Este ambiente deve ser limpo numa frequência maior e pelo menos duas vezes ao dia. Imediatamente após a chegada de mercadorias, insumos ou mesmo recepção de fornecedores, proceda à limpeza e desinfecção de mercadorias. Nos caixas de pagamento e balcões onde há contato com o público, instale telas de proteção de vidro ou acrílico, para que sejam higienizadas de hora em hora. Compre um termômetro digital e destine a um dos colaboradores a tarefa de verificar a temperatura de clientes, fornecedores e outros colaboradores que entrarem na loja.

O foco seguinte do lojista deve ser a preocupação em criar uma rede de apoio aos colaboradores para que eles possam ter acesso às informações sobre a doença e assim, tornarem-se parte envolvida com a proteção de si mesmos, do restante da equipe e do público. Isso pode ser feito por meio compartilhamento de informações nos grupos de Whatsapp, distribuição de cartilhas informativas, intranet, ou qualquer meio de comunicação disponibilizado pela empresa. Oriente sobre medidas de higiene básicas, como: lavar as mãos, evitar contato físico com colegas, não coçar os olhos, bocas e mucosas e realizar o atendimento ao cliente mantendo uma distância maior.  Reforce a limpeza de pontos de grande contato como corrimãos, banheiros, maçanetas, terminais de pagamento, elevadores, mesas, cadeiras, entre outros. Além disso, é importante designar uma pessoa da loja para verificar se as regras estão sendo seguidas, essa pessoa deve ser trocada de tempos em tempos.

Em relação aos clientes, reduza em pelo menos 70% a capacidade de receber pessoas na loja para evitar aglomeração. Estimule o agendamento para atendimento aos clientes fixos com hora marcada. Organize uma área de chegada para clientes disponibilizando álcool em gel para higienização das mãos e sinalize, com placas informativas, que seu estabelecimento comercial segue normas de higiene e segurança.

Na hora do pagamento, faça marcações no chão para que os clientes respeitem as normas de distanciamento de pelo menos 1,5m. As maquininhas de cartão devem ser envolvidas em papel filme e higienizadas com álcool em gel na frente do cliente. Evite transações em dinheiro. Por enquanto, não é o momento de realizar promoções, uso de cortesias ou outras ações de marketing que promovam um fluxo de pessoas na loja.   

 

Dicas práticas

Em relação ao ambiente de trabalho:

  • Organize uma área de chegada para profissionais disponibilizando álcool em gel para higienização das mãos e medidas para higienização das solas do sapato como um borrifador com álcool 70% ou tapete com desinfetante.
  • Garanta um espaço reservado para guardar bolsas e itens pessoais dos colaboradores. Solicite que o colaborador traga o mínimo de objetos pessoais para o ambiente de trabalho e forneça sacolas plásticas para acondicionar os pertences de cada funcionário.
  • Verifique se seus locais de trabalho estão limpos e higienizados. Superfícies (mesas e bancadas) e objetos (telefones, teclados) precisam ser limpos com desinfetante regularmente.
  • Diminua a capacidade de público do estabelecimento, de modo que seja possível minimizar o contato. Alguns municípios estão limitando o público do comércio a 30% da capacidade máxima do local. Procure saber a regra da sua região.
  • Promova o distanciamento de, no mínimo, 1,5m entre pessoas nas filas na entrada ou para o pagamento. Dica: utilize adesivos no chão para demarcação da distância mínima.
  • Instale nos caixas e nos balcões de atendimento, se for possível, barreiras de vidro, acrílico ou outro material transparente e de fácil limpeza, para ampliar ainda mais a distância e o contato entre colaborador e cliente.

Para os colaboradores

  • Criar e divulgar protocolos para identificação e encaminhamento de trabalhadores com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus antes de ingressar no ambiente de trabalho. O protocolo deve incluir o acompanhamento da sintomatologia dos trabalhadores no acesso e durante as atividades nas dependências das empresas.
  • Orientar todos trabalhadores sobre prevenção de contágio pelo coronavírus (covid-19) e a forma correta de higienização das mãos e demais medidas de prevenção.
  • Instituir mecanismos e procedimentos para que os trabalhadores possam reportar aos empregadores se estiverem doentes ou experimentando sintomas.
  • Manter distância segura entre os trabalhadores, considerando as orientações do Ministério da Saúde e as características do ambiente de trabalho.
  • Fazer recomendações permanentes sobre evitar contatos muito próximos, como abraços, beijos e apertos de mão.
  • Reforçar a limpeza de pontos de grande contato como corrimãos, banheiros, maçanetas, terminais de pagamento, elevadores, mesas, cadeiras e etc.
  • Escolher um colaborador para fiscalizar se os novos procedimentos estão sendo efetuados da forma estabelecida. Trocar de colaborador periodicamente para essa função.

Para os clientes:

  • Realize o controle de entrada e saída dos clientes a fim de evitar aglomerações.
  • Informe aos clientes – tanto pelas suas mídias sociais, quanto por cartazes no ambiente da loja – que o seu estabelecimento é comprometido com as boas práticas e com a segurança, para que eles se sintam seguros.
  • Não é momento de oferecer serviços ou cortesias que prolonguem a permanência do cliente na loja ou aumentem a possibilidade de contágio, como áreas infantis, degustação de produtos, café, manobrista etc.
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